sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012 16:53h Atualizado em 25 de Fevereiro de 2012 às 08:51h. Luciano Eurides

Galo pronto para vir a Divinópolis

Os jogadores do Atlético apostam na força da torcida para vencer o Guarani neste domingo, no estádio Farião, em Divinópolis, pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro.
Mesmo atuando na casa do adversário, os atletas destacam a força da torcida alvinegra no interior do estado. “Em todo lugar que a gente joga, a torcida do Atlético vem nos apoiando bem. Espero que ela compareça novamente neste final de semana e a gente faça o nosso papel dentro de campo e dê alegria para eles”, comenta o atacante André.
O zagueiro Rafael Marques  também conta com o apoio das arquibancadas para que o Galo alcance a 4ª vitória consecutiva no Estadual. “A torcida do Atlético é muito grande no interior e tenho certeza que, no domingo, ela vai nos empurrar e nos ajudar a conseguir mais um grande resultado”, destaca o defensor.
Com Réver lesionado, o Atlético-MG terá uma dupla de zaga inédita na partida contra o Guarani, marcada para o próximo domingo, em Divinópolis. Rafael Marques, contratado para a temporada 2012, e o prata da casa Werley, vão atuar juntos pela primeira vez. Para o ex-gremista, a falta de entrosamento não será problema na defesa atleticana. “Não sabemos ainda quem vai jogar no domingo. Sempre coloco que tem que ter grupo. Sempre vai ter caso de suspensão, lesão, até preferência do treinador e todo jogador tem que estar preparado. Acredito que o Werley está preparado. Não vejo dificuldade no entrosamento. A gente se comunica bem. Se ele for confirmado na partida, não vai ter dificuldade nenhuma”, declarou.
Para o defensor alvinegro, o elenco do Galo é forte, e isso é fundamental para uma equipe que quer conquistar títulos. “Sempre costumo colocar que para ganhar campeonato tem que ter grupo. Time você ganha jogo, grupo você ganha campeonato. Se o grupo estiver forte, se todo mundo estiver bem trabalhado, se o jogador ajudar mesmo se estiver jogando ou não, nós temos grandes chances de ir bem”, disse.
Com a volta de Réver, o retorno de Leonardo Silva, que ainda não atuou na temporada, e o bom futebol mostrado por Werley, Rafael Marques acredita que terá que mostrar mais serviço se quiser manter a titularidade do Atlético-MG. O jogador frisa que sabe que jogar em um time como o Galo não é tarefa fácil, mas tem procurado fazer o melhor possível. “Todo jogador que chega, primeiramente, vem com pensamento de ajudar. Tem que estar preparado para quando a oportunidade aparecer você jogar. Quando vim, estava ciente dos grandes jogadores que tinham aqui. Tenho que fazer o meu melhor. Vou procurar fazer isso a cada dia para mostrar ao treinador que tenho condições de permanecer na equipe”, comentou.

CONTRATO BWA
Depois de avaliação da Advocacia Geral do Estado de Minas Gerais, ficou definido nesta sexta-feira, em reunião na sede do Ministério Público Estadual, que o contrato firmado entre a Arena Independência (BWA) e o Atlético, em janeiro, para exploração comercial do Estádio Independência, não fere o processo licitatório feito pelo governo de Minas.
A pedido da Advocacia Geral serão feitos apenas ajustes em algumas cláusulas do documento que davam a entender que o Atlético teria interferência direta na administração do estádio, o que caberá exclusivamente à Arena Independência (BWA), vencedora da licitação em dezembro de 2011.
O presidente do Atlético, Alexandre Kalil, saiu da reunião tranquilo com as exigências feitas da Advocacia Geral do Estado. “Nós nunca fizemos nada de orelhada. Vamos fazer mudanças, mas que não alteram em nada o acordo comercial, são palavras. Os direitos do América estão preservados. O Atlético fez um bom negócio e estou satisfeito de ter feito um bom negócio para que o Atlético tenha mais dinheiro, seja mais rentável, mais competitivo. Agora, o torcedor do Atlético tem um lugar fixo para frequentar, está tudo certinho, tudo tranquilo, por isso ficamos horas e horas debatendo o assunto, que é comercial. Em momento algum o Atlético quis tomar o estádio do América, até porque o América tem 5% da receita bruta. A BWA tem 45% e o Atlético, 45% (da receita líquida)”, disse.
 

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