terça-feira, 13 de Setembro de 2011 09:29h Luciano Eurides

Guarani não joga por falta de policiamento

Falta de policiamento deixa Guaravasco em apuros

Na tarde de sábado, quase tudo estava pronto para o duelo entre Guarani (em uma parceria com o Vasco da Gama) e o Gol Brasil. A partida era válida pela 6ª Rodada do Campeonato Mineiro infantil. Times e arbitragem em campo, torcida nas arquibancadas e ambulância a postos, faltava o policiamento. A Polícia Militar compareceu com 53 minutos de atraso. O jogo não foi realizado e o time de Divinópolis terá de responder no Tribunal de Justiça Desportiva para não ser eliminado do restante da competição.


O regulamento das competições das categorias de base da Federação Mineira de Futebol é explícito quando se exige para a realização da partida alguns critérios. Entre eles a presença da Polícia Militar de Minas Gerais, ambulância e a presença de um paramédico. Sem esses critérios a orientação é não iniciar a partida. Foi essa determinação observada por Ricardo Alessandro dos Santos, árbitro da partida. “A partida não foi realizada por medidas de segurança conforme manda o regulamento. Esperamos um prazo de mais de vinte minutos para ser sanado o problema e mesmo assim não foi feito, diante da circunstância, a partida não pode ser realizada e esta é uma predeterminação da Federação Mineira de futebol a ser seguida”, disse.


A arbitragem da partida foi bastante maleável, começou a contar o tempo depois da tolerância esgotada e (20 minutos) e cedeu dentro do regulamento  ainda outros 20 minutos, o policiamento não apareceu. Isso deixou os atletas do Guaravasco e do Gol Brasil sem fazer o maior desejo deles, até mesmo como profissão: jogar futebol. O capitão da equipe do Guaravasco, o goleiro Gabriel, mesmo sabendo não ser culpa de nenhum dos atletas saiu decepcionado. “Não é culpa nossa, estamos aqui, queremos jogar e não terá jeito, agora é esperar a decisão do Tribunal para sabermos o que fazer, e até lá continuamos a treinar”, afirmou. O atacante Gabriel Novaes viajou 140 Km e não jogou. “Fico chateado, é ruim não jogar”, disse e comentou o fato de Marcelo Vilhena, treinador do Cruzeiro o ter elogiado. “Fico feliz que um treinador de uma equipe grande tenha elogiado e estou ansioso por uma oportunidade e hoje (sábado) seria uma oportunidade de mostrar meu futebol e quem sabe chegar até ele um novo bom jogo, mas não deu”, contou.


Não apenas a equipe da cidade de Divinópolis saiu decepcionada. O capitão Yuri, do Gol Brasil, queria jogo, apesar da equipe ficar com um pé no hexagonal final. “É uma garantia dos três pontos, oito pontos de diferença e fica difícil para o Guarani recuperar, saímos lá de Belo Horizonte, longe de casa, quase três horas de viagem, eu ainda moro em Rio Acima (30 minutos de BH) e viemos com vontade de ganhar, mas não teve o jogo”, avaliou.
A diretoria do Vasco da Gama, ainda no Waldemar Teixeira de Faria, apresentou a imprensa presente o documento de solicitação e motivação da presença da PM. O ofício encaminhado ao Tenente Coronel Júlio Teodoro dos Santos, comandante do 23º Batalhão da PM e protocolado dia 02 de setembro, com o horário da guarnição solicitada para às 14h20min. “Fomos desclassificados por incompetência da instituição da Polícia Militar”, afirmou Gilmar, presidente do Vasco da Gama.


Para o treinador Átila Júlio do Amaral não foi frustrante porque se esperava de tudo. “Por isso Divinópolis está com o futebol profissional da maneira como está, acho mais que normal, voltamos a treinar quarta-feira e não vamos parar por conta de Guarani. Vamos jogar, buscar a Imef (Instituto Mineiro de Escolinhas de Futebol) para dar oportunidade para os meninos sairem das ruas, se tornarem seres humanos diferentes daqueles que vemos, principalmente aqui no Farião”, declarou o treinador.


A assessoria de comunicação do 23º Batalhão da Polícia Militar informou que o pedido foi feito, o despacho a Cia realizado e a ordem de serviço emitida e o serviço não aconteceu. Será feita uma apuração para se ter conhecimento dos motivos pelos quais não houve o cumprimento da ordem expedida. A assessoria garantiu ainda que o comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar, Tenente Coronel Júlio Teodoro dos Santos fará um contato com a Federação Mineira de Futebol.

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