terça-feira, 12 de Março de 2013 08:08h Luciano Eurides

Guarani perde em Juiz de Fora e o sinal de alerta está ligado

O Guarani perdeu em Juiz de Fora, frente o Tupi por 2x1. Com o resultado o time está confirmado na lanterna do Campeonato Mineiro.

O Guarani perdeu em Juiz de Fora, frente o Tupi por 2x1. Com o resultado o time está confirmado na lanterna do Campeonato Mineiro. O time não jogou bem, faltou organização e ataque. Leston Junior tem a semana para trabalhar a equipe antes do confronto direto pelo rebaixamento, frente o América-TO, domingo, 16h, na Arena do Calçado.
Na Zona da Mata Mineira Wesley abriu o placar ainda aos 22 minutos de jogo. O melhor jogador em campo, Rafael Assis, marcou o segundo gol do Galo Carijó, aos 22 do segundo tempo e o Guarani descontou aos 40, com Thiago Papel.  Foram ao estádio radialista Mario Heleno 2.058 pagantes que proporcionou uma renda de R$ 16.852,50.
O treinador Leston Júnior não gostou do início do jogo. “Eu não gostei dos 15 primeiros minutos do jogo, nós aceitamos a imposição do Tupi com troca de passes rápidos em nosso campo e alertamos para isso. A partir daí o jogo foi diferente, o Guarani teve mais força técnica e física. Faltou capricho no penúltimo e último passe, aquela situação de jogo de um time que está querendo ganhar de qualquer jeito. Às vezes se começa a comprometer a escolha. Não podíamos ter começado o jogo como fizemos. Precisamos ser mais contundentes e fazer o gol, se sairmos na frente cairemos naquilo que é nossa característica. Sabemos que é difícil quando se tem um grupo jovem, é uma necessidade urgente, não pode passar de domingo”, falou.
O treinador avaliou também a questão do time estar muito bem em campo quando sofreu o segundo gol. “Estava para nós, conseguirmos o gol e depois buscamos a virada. No intervalo foi falado sobre buscar clareza no último passe. Deveríamos ter privilegiado o companheiro em melhor condição de finalizar e por vezes saimos um pouco precipitado e abrimos mão da individualidade. Precisamos de alguém que assuma essa responsabilidade, esse tipo de ação tem faltado nos momentos em que estamos dominando o jogo”, ressaltou.
A postura inicial do Guarani continua preocupando, embora na defesa tenham jogado três atletas que nunca atuaram juntos. “Não é somente questão de entrosamento, é de confiança também. Se arrisca mais, quando se tem segurança no setor defensivo. Ficamos temerosos, o Vágner chegou na quarta, com isso a engrenagem sofreu um pouco. Tivemos de correr atrás e faltou clarividência na hora do passe”, chamou a atenção.
O vice presidente do Guarani esteve nos vestiários após a derrota do Bugre e saiu mais confiante.  “O momento nosso é difícil, os jogadores vão embora, e tive a palavra do André que o time não vai cair. O nosso jogo é contra o América-TO e também contra o Nacional. Eu acredito e não jogo a toalha. Confio, tive o respaldo dos jogadores. O Leston, independente do que aconteça  vai conosco até o fim. É um treinador honesto, íntegro e um grande profissional. A montagem do elenco nos custou uma folha de pagamento menor que times do módulo II. Eu tenho de confiar nesse grupo”, falou.
Com relação a pagamento de salário as folhas estão em dia. “Todos os jogadores e fornecedores em dia. A renda do Cruzeiro deu 300 mil reais, R$30.000,00 foi para a justiça do trabalho, mal entrou na bilheteria e já saiu”, disse

 

CAMPO GUARANI


A partida contra o América de Teófilo Ottoni será na Arena do Calçado, não há como ser no Farião em Divinópolis e mesmo repercutindo a fala do presidente do Guarani, sobre a possível saída dele após o Campeonato Mineiro, o vice-presidente Gilson Morais ressaltou que somente assume a presidência caso venha a ter uma prestação de contas da gestão. “Eu assumo o Guarani sim, mas tenho de saber o que ele deve. Não é por vaidade, tem de ter profissionalismo. A situação do Guarani é difícil. Tem de abrir o livro e mostrar. Se devemos um, dois ou três milhões? É necessário abrir as contas, estamos em dia com os pagamentos e não há um centavo em caixa”, disse.
 

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