terça-feira, 24 de Janeiro de 2012 11:19h Luciano Eurides

Guarani volta a treinar em Divinópolis

Depois de uma pré-temporada no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, o time retornou aos trabalhos no Waldemar Teixeira de Faria. Na tarde de ontem, os atletas tiveram o primeiro contato com a imprensa e com a pequena torcida que compareceu ao estádio. O Guarani estreia dia 29, contra o Villa Nova, no Farião, que teve o gramado reduzido.
Para o treinador Gian Rodrigues, a pré-temporada foi boa, os amistosos também, e os resultados não é o objetivo principal. “Eu prefiro nesse período de preparação impor um jogo e ver o que a equipe fez em campo e onde se pode chegar, em vez de vencer um jogo mentiroso as vezes. Dos quatro jogos que fizemos o mais igual foi o contra o Santos, poderíamos ter vencido também, nos outros jogos fomos bem superior. Tivemos mais chances de gol e temos de levar em consideração que essas equipes estavam em um período de preparação superior ao nosso. O resultado é o que menos importa”, disse.
Nos amistosos foi mantida uma base, uma equipe que iniciou as partidas e pouco mudadas. Segundo o treinador não existe uma diferença muito grande entre a considerada titular sobre a tida reserva. “Não vejo diferença, foi mudando de acordo com a pré-temporada, temos jogadores experientes e temos jogadores jovens que vem ocupando seu espaço que é o caso do Michel Elói, ele jogou todos os jogos. Tivemos algumas contusões, como é o caso do Alex, ele se contundiu contra o Santos, torceu o tornozelo. O Ivan também tem uma situação na coxa e o Laércio que fazia a meia. Os que entraram mantiveram o nível, menos o primeiro jogo quando houve uma queda muito grande e a partir do segundo jogo mantivemos a intensidade do jogo e a posse de bola”, ressaltou.
Jeito de jogar do time não deve mudar o treinador pera uma equipe para jogar igual seja dentro de casa, fora de casa, frente a clubes grandes ou do nível do Guarani. “Esse é o meu pensamento enquanto profissional do futebol e quando se fala isso não é prepotência, é sim ter um equilíbrio em campo. Não se pode é fazer todo um trabalho e quando chegar frente um time grande e ficar com medo e inventar. Se perde posse de bola, é agredido o tempo inteiro. Não há uma forma defensiva fora e ofensiva em casa”, contou.
A base já existe. Muitos atletas são remanescentes da Taça Minas Gerais e Gian Rodrigues acredita que foi um tempo suficiente para preparar a equipe. “Ideal não é. É o que temos e tem time que nem isso consegue. Dentro do que tivemos foi muito bem feito. O índice de lesão foi praticamente zero, as entorses não dependem da gente”, explicou.
Com relação ao Farião, ele encontrou o campo um pouco mais curto, um metro de cada lateral a menos. “O campo ainda ficou com 71 metros, isso é bastante grande, a maioria é 70 ou 68, não me preocupa”, decretou e com relação ao divinopolitano Guilherme, ele foi com o grupo para um teste e continua no grupo. Diz o treinador que não há uma definição final, mas ele agradou. “Ele é um menino jovem, que não teve base, está acostumado a jogar campeonato amador e levando tudo isso em conta ele teve um comportamento muito bom, não apenas dentro de campo, mas de postura e dedicação, de conseguir fazer o trabalho no dia a dia”, considerou.

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