segunda-feira, 29 de Junho de 2015 10:37h

Guilherme não sabe se vai ou fica

As poucas chances neste ano com o técnico Levir Culpi têm deixado o atacante Guilherme chateado

Incomodado com a reserva, o jogador ressaltou que vem treinando forte há mais de um mês, e até nos dias de folga do elenco, para reconquistar uma vaga na equipe titular do Atlético, mas que não entende o critério de escolha do comandante alvinegro.
Bastante sincero nas declarações, Guilherme deixou claro que a situação não é boa, mas que respeita a decisão de Levir e cabe a ele buscar convencer o treinador. “Já tem uns 40 dias que estou treinando, a princípio seriam 15. Algumas vezes eu treino em dois períodos e até aos domingos. Talvez, na visão do treinador, eu ainda não tenha atingido um nível para jogar. Mas as oportunidades surgem e cabe a mim aproveitar”, afirmou. “A chateação tem porque a gente sempre quer jogar. Mas o treinador tem muitos egos para administrar e cada um pensa diferente. Meu respeito pelo treinador e companheiros sempre vai existir. Mas quem sabe nos próximos dias terei uma oportunidade melhor", completou.
Nesta semana, o Cruz Azul mostrou interesse no jogador. Em entrevista à imprensa mexicana, o diretor esportivo do clube, Agustín Manzo, declarou que segue todos os passos de Guilherme e que ele é um dos nomes para reforçar a equipe, apesar de ressaltar que ainda não entrou em contato com ninguém para iniciar as negociações.
Mesmo tendo entrado em campo apenas oito vezes neste ano, Guilherme acredita que será procurado por desempenhar uma função que vários clubes precisam e não descartou deixar o Atlético caso apareça alguma proposta. “O fato de não estar jogando regularmente não diminui com o que eu já fiz e não tem a ver com a minha qualidade. Recebo isso [interesse do Cruz Azul] de forma bem normal. Tenho 26 anos e sou um cara que todo mundo quer hoje: um jogador que arma, é profissional, conduz bem um time e é campeão. A cada vez que a janela vai se abrir, estamos acostumados a ter nome cogitado em vários lugares. Não teria nenhum problema em ir para o México, mesmo não tendo chegado nada para mim e de ter contrato com o Atlético até o final do ano”, admitiu.
O esquema de Levir Culpi com apenas um volante e com os dois meias (Dátolo e Giovanni Augusto) ajudando na marcação pode ser um complicador para a volta de Guilherme à equipe titular. O próprio jogador admitiu a dificuldade em voltar para auxiliar na destruição das jogadas do adversário, mas fez questão de destacar uma outra qualidade que possui e que pode ajudar o time. “Sem dúvida não é a minha característica. Se depender disso, eu vou ficar no banco. Não tem como eu marcar como o Donizete e o Josué, mas eles nunca vão armar como eu. Consciência tática e recomposição eu sempre tive. Talvez neste esquema de hoje seja difícil para mim, mas não impossível de atuar, desde que haja essa consciência. É trabalhar da forma que o treinador quer para se encaixar”, finalizou.

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