sexta-feira, 9 de Setembro de 2011 16:02h Atualizado em 10 de Setembro de 2011 às 09:33h. Luciano Eurides

Hora do Atlético cantar de Galo

Diante do desfalque certo de Guilherme, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e da dúvida em relação ao aproveitamento de André, contundido, o atacante Jonatas Obina poderá ganhar oportunidade no jogo deste domingo, contra o Bahia, em Sete Lagoas. A partida será válida pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.


Obina afirma não haver nada certo, mas pronto para entrar no time. “A gente sempre torce para o bem de quem entra, então, venho apoiando os companheiros que estão jogando. Infelizmente, o André teve essa lesão e o Guilherme está suspenso. Fico no aguardo, não tem nada certo, mas, com certeza, se o professor Cuca precisar de mim, vou entrar e dar o máximo para ajudar a equipe”, disse o atacante.


Jonatas Obina acredita que o time baiano jogará fechado e afirma que, independente de quem for escolhido, o Galo terá um ataque forte. “Eles vão tentar buscar empate ou até mesmo a vitória nos contra-ataques, então, a gente tem que ter tranquilidade nisso. Então, independente se o Cuca optar por mim ou pelo Magno (Alves), quem entrar vai dar o máximo. É trabalhar e esperar e ver o que o professor fará para que, domingo, a gente possa entrar forte e buscar a vitória a todo instante”, destacou Obina.


Dos próximos sete compromissos na competição nacional, o Galo terá cinco na Arena do Jacaré. Pela frente, Bahia, Flamengo, Ceará, América e Santos. Para quem necessita buscar mais oito vitórias para se garantir na elite do futebol brasileiro, a série de jogos em Sete Lagoas será uma oportunidade de ouro.


A chance, no entanto, só será válida se o Atlético conseguir mudar o seu histórico na atual edição do Brasileirão. Isso porque em 11 partidas disputadas como mandante, foram seis derrotas, quatro vitórias e um empate. O aproveitamento em casa é de apenas 39,3% dos pontos que estiveram em jogo.


Por outro lado, a maioria das poucas vitórias que o time alvinegro conseguiu alcançar no campeonato foi em seu terreiro. Longe de seus domínios, somente dois triunfos, diante do Avaí, na segunda rodada, e mais recentemente do Atlético-PR. Ou seja, o fator casa precisará fazer a diferença neste momento.


Neste domingo, o primeiro desafio doméstico será contra o Bahia, que com Joel Santana no comando deve armar a tradicional retranca adotada pelo treinador. Mas para quem quer sair do buraco, é fundamental vencer essa partida, já que o Tricolor é um adversário direto na luta contra a degola. “Jogar em casa é sempre importante. Eu acho que, pela situação que nós vivemos, cada jogo tem de ser encarado como uma final de campeonato. Nossa situação está ruim, mas está todo mundo junto. Temos de colocar a cabeça no travesseiro e pensar no jogo de domingo, porque não teremos jogo fácil. Será um jogo difícil, contra um time que jogará atrás e vai querer sair com ponto daqui. Temos de entrar ligados e com a torcida do nosso lado. Se começarmos desatentos, deixando o adversário gostar do jogo, a torcida ficará contra a nossa equipe, o que atrapalha o jogador dentro de campo”, comentou o lateral-esquerdo Triguinho.

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