sábado, 28 de Julho de 2012 10:47h Gazeta do Oeste

Hortência é mulher forte dentro e fora da quadra

 O Brasil está no Grupo B, que ainda conta com Canadá, Grã-Bretanha, e as favoritas Rússia e Austrália. Os quatro melhores avançam para as quartas de final.

A ex-jogadora ocupa o cargo de diretora do departamento feminino da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) mas tem autonomia total na seleção. Foi ela quem decidiu que o Brasil jogaria em Londres com só 11 atletas.

Pouco mais de uma semana atrás, Hortência dispensou a ala-armadora Iziane por ter sido flagrada com o namorado no hotel em que a seleção estava concentrada.

"Quando soube [do encontro] tomei a decisão de dispensá-la", contou à Folha, no dia seguinte à polêmica.

O Brasil não pôde convocar outra jogadora para a vaga de Iziane porque não havia mais tempo para substituição se não fosse por lesão.

Nem o treinador da seleção, Luiz Cláudio Tarallo, estava autorizado a falar sobre Iziane. "Função da jogadora é jogar, do treinador é dirigir", justificou Hortência.

Como dirigente, ela foi responsável pela organização do calendário de treinamentos e amistosos da seleção para Londres e pela elaboração de um novo plano de pagamento de diárias às convocadas.

Ainda opina sobre o desempenho das jogadoras e até passa algumas orientações individuais nos treinos.

Esta é a sexta Olimpíada de Hortência. A primeira nesta função. Atuou em Barcelona-1992 e esteve em Atlanta-1996, embora tenha se contundido. Largou a seleção após a conquista da medalha de prata. Foi a Sydney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008 como comentarista de TV.

"Não posso entrar em quadra para jogar. Mas posso dar suporte para elas desenvolverem o que sabem. Fico com uma felicidade muito grande quando vejo essas meninas jogando bem, é como se eu estivesse fazendo uma cesta." 

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