sexta-feira, 7 de Agosto de 2015 13:30h Atualizado em 7 de Agosto de 2015 às 13:36h.

IMA já validou neste ano cerca de 11 mil certificados a plantações livres de pragas

Certificação Fitossanitária de Origem (CFO) permite a comercialização de produtos no Brasil e no exterior

Engenheiros agrônomos e florestais habilitados pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) já emitiram, de janeiro a julho deste ano, 11 mil Certificados Fitossanitários de Origem (CFO) garantindo que estão livres de pragas as plantações de cerca de mil propriedades rurais em todo o estado.  O CFO é um documento obrigatório e exigido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para que os produtos de algumas culturas possam ser transportados e comercializados em todo o território nacional.  Isso porque são plantações sujeitas à contaminação por pragas quarentenárias, assim classificadas por possuírem grande poder de causar prejuízo econômico aos produtores. Em Minas o CFO é exigido para banana, laranja, mexerica, limão, uva, mudas de café, batata-semente e pinus.

Nos sete primeiros meses deste ano o CFO foi concedido em Minas a cerca de 7 milhões de toneladas de citros (laranja, limão e mexerica), 790 mil toneladas de bananas, 13 mil toneladas de uva, 66 milhões de unidades de mudas de café e 1,4 milhão de metros cúbicos de pinus. Em 2014 foram certificadas 2.358 propriedades. 

Toda nova plantação desses produtos em Minas deve ser cadastrada no IMA e certificada a cada safra. Para o produtor certificar sua propriedade rural o processo é simples. Ele cadastra a unidade de produção no Instituto e, depois, um engenheiro agrônomo ou florestal habilitado passa a acompanhar a plantação. Confirmando-se que a mesma está livre de pragas, o técnico responsável emite o CFO. Feito esse procedimento, o IMA libera o transporte dos produtos, por meio da Permissão de Trânsito Vegetal. Com isso, a carga tem livre acesso a vários mercados no Brasil e no exterior.

 

Medidas de controle

 

Os produtos certificados são livres de pragas como a sigatoka negra, nematoides e greening, que podem atacar bananas, mudas de café e citros, respectivamente.  Wagner Aquino, fiscal agropecuário da Gerência de Defesa Vegetal do IMA,  cita como exemplo que, em 2005, o IMA registrou a primeira ocorrência de sigatoka negra em plantações na  Zona da Mata e Sul de Minas Gerais. Desde então, o IMA adotou medidas oficiais para evitar a disseminação dessa praga nas plantações mineiras. Entre as medidas estão a proibição do transporte de bananas de áreas contaminadas para locais livre da praga, a aplicação de fungicidas e o manejo da cultura. “No caso dos nematoides em mudas de café coletamos amostras nos viveiros da cultura todos os anos e, se for verificada a presença da praga, os viveiros são destruídos”, explica Aquino. Em se tratando do greenning, praga que pode atacar a laranja, o limão e a mexerica, entre as medidas de controle estão a coleta de amostra e erradicação das plantas contaminadas, além do relatório semestral do levantamento fitossanitário, que informa o uso das práticas recomendadas para o controle do greening.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.