terça-feira, 22 de Maio de 2012 10:06h Chico Maia

Itair Machado acusa políticos de prejudicarem o Ipatinga

No sábado, após a eliminação na segunda divisão mineira, o dono do Ipatinga, Itair Machado, chutou o balde e a situação na cidade, que já não era das melhores para ele, ficou mais complicada.
Segunda-feira ele deu uma entrevista pesada ao jornal Diário Popular, de lá, o que gerou especulações de que ele estaria criando clima para justificar uma possível transferência do time, de Ipatinga para Betim, onde já teria feito um acordo com o candidato a prefeito, Carlyle Pedrosa (PSDB).

 


IPATINGA – Após a vitória do Ipatinga sobre o Mamoré neste sábado (11), em rodada válida pelo Campeonato Mineiro Módulo II, o que deveria ser uma entrevista para falar sobre a atuação dos jogadores na partida, acabou virando um ‘torneio’ de acusações proferidas pelo presidente do clube, Itair Machado.


Durante pronunciamento a várias rádios locais, que transmitiram ao vivo as declarações do dirigente do Ipatinga Futebol Clube, Itair fez duras acusações ao prefeito Robson Gomes (PPS) e integrantes do primeiro escalão. Ele afirmou que a cidade não merece o time que tem.

“Em Ipatinga, tem uma quadrilha. E inclusive tem rádios que são proibidas de entrevistar a gente porque recebem verba da Prefeitura. Eles são proibidos porque não podem falar mal do poder público”, declarou Itair.

 

PREFEITO

Ainda segundo o presidente, quem governa o município não é o prefeito eleito. “Quem é prefeito aqui é o Roberto Carlos, de Coronel Fabriciano. O Ipatinga tinha dois clientes querendo comprar o espaço na camisa do clube, e não vendemos porque o espaço foi negociado com a Prefeitura. Mas o Roberto Carlos chegou e cortou o dinheiro que seria do Ipatinga”, afirmou.
O nome citado pelo dirigente é de um ex-diretor da Univale Transportes. Ele disse ainda que não tem medo do Roberto Carlos.

Não é a primeira vez que o nome de Roberto Carlos vem à tona envolvendo a Prefeitura de Ipatinga. Ele foi relacionado às eleições do Legislativo em Fabriciano, no início deste ano, como o homem “que tentou comprar o voto de vereadores”. O vereador Francisco Lemos, que acabou reeleito presidente com o apoio do PT, denunciou o esquema um dia antes da votação.

“Se ele mandar me matar, eu não tenho medo dele. Eu tenho família, mas se eu morrer já tem dez pessoas pra matar ele. O Ipatinga vai fazer denúncias. Eles não querem que arrume dinheiro para publicidade do clube, porque tem que pagar veículos da imprensa. Mas R$ 1,8 milhão para Liga de Desportos de Ipatinga (LDI), eles podem pagar. Se eles me rebaterem, tenho detalhes minuciosos pra falar depois”, disparou.

 

SECRETÁRIO

Outra queixa do presidente do Ipatinga Esporte Clube foi quanto à escolha do próximo secretário de Cultura, Esporte e Lazer. Itair garantiu que caso o prefeito Robson Gomes (PPS) nomeie alguém indicado pela LDI, o time vai deixar de jogar no estádio da cidade.
“Se o prefeito nomear o secretário de Esportes que a Liga quer, o Ipatinga não joga mais no Ipatingão. Vamos aproveitar que estamos sem dinheiro mesmo e vamos sair do campeonato. E vai ter troco, se nomear o secretário, porque o Ipatinga vai denunciar muita coisa”, ameaçou.

Com base nas declarações dadas por Itair Machado, o vereador petista Sebastião Guedes afirmou ao DIÁRIO POPULAR que vai protocolar nesta quarta-feira (16), na Vara da Fazenda Pública, uma ação cautelar de pedido de exibição de documentos
A intenção do parlamentar é pedir liminarmente que a Prefeitura Municipal repasse ao Judiciário os documentos referentes às verbas repassadas para a Liga de Esporte Especializado de Ipatinga (Liespe), Liga de Desportos de Ipatinga (LDI) e para o Ipatinga Futebol Clube.

“Vamos requerer que a Prefeitura apresente toda documentação referente às verbas pagas para a Liespe, LDI e para o Ipatinga. Seja a título de convênio ou publicidade, referente aos períodos de 2010, 2011 e 2012 até os dias de hoje”, explicou Guedes.
A ação vai requerer ainda que as entidades apresentem a documentação comprobatória da aplicação de recursos, tais como nota fiscal e cópias de cheques. “Eles vão ter que explicar como gastaram e para onde foram os recursos”, declarou o vereador.
 

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