quarta-feira, 3 de Agosto de 2016 15:53h Luciano Eurides

Itaúna vive via cruzes antes de encarar o Betinense, mas arranca empate no Farião

A partida entre Betinense e Itaúna, jogada na tarde de sábado, no Estádio Waldemar Teixeira de Faria, teve mais aspectos extracampo que dentro das quatro linhas.

POR LUCIANO EURIDES

luciano.eurides@gazetaoeste.com.br

 

Do apito inicial ao final, uma partida de poucas emoções e o empate sem gols premiou a pouca inspiração dos atacantes.


O Itaúna veio apenas com treze jogadores e, mesmo sem a inscrição comprovada no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Desportos (CBF), isso é essencial para a regularização dos atletas. Certamente haverá a denúncia ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) e o julgamento. O time, que é de Conselheiro Lafaiete, decidiu horas antes a entrar em campo, visando à possibilidade de continuar na competição e assumindo o prejuízo, que pode ser de seis pontos. Ainda mostrou ter muito potencial, especialmente nos dois atletas de ataque, que nem sequer treinaram e certamente farão o primeiro contrato profissional.

O Betinense, sabendo da situação, transformou a partida em um importante momento de colocar em prática exatamente o que foi treinado. Mudou a forma de agir, pois não havia a necessidade de nenhum desespero pelo placar ou até mesmo motivação para que o talento individual resolvesse a questão. Teve erros defensivos, mas o principal a ser corrigido é a falta de finalização.

O treinador Antônio Willian Gomes elogiou os atletas do Itaúna e agradeceu a dedicação de cada um deles. “Foi comemorado, perdemos oito jogadores, destes, seis foram embora por conta de não termos regulamentado a documentação dos atletas, e dois que estão em transferência. Entrei com dois meninos que nunca treinaram, são amadores. Fico feliz que, diante das circunstâncias e sentirmos até abandonados, tivemos um retorno desses dentro do campo. Temos homens e pessoas honestas, que gostam de fazer futebol. Para a sequência, ainda temos outros problemas, perdemos tudo que conseguimos, não sei se dentro da competição conseguiremos recuperar. Depois do jogo só agradecer por eles honrarem o compromisso, esses garotos terão a recompensa”, considerou.

O jogador divinopolitano João Vitor Nicolau, da equipe do Itaúna, viu um bom desempenho da equipe. “Nós tivemos divergências e problemas de inscrição, somos profissionais, trabalhamos nisso, e dentro de campo foi reflexo disso. Corremos e batalhamos bastante e queríamos a vitória, mas o empate mostrou que a equipe tem excelentes profissionais e estamos no caminho certo. Eu acredito que outras equipes têm maior investimento, mas dentro do campo é o futebol que manda e vamos ter essa mesma vontade e dar trabalho dentro da competição”, disse.

O treinador Frederico Dinoa Pacheco avaliou exatamente a falta de finalização da equipe. “Sabor é de derrota, esperávamos as dificuldades, pois, da forma como vieram, eles tiraram forças de onde não tinham. A proposta deles era de se fechar atrás e levar um ponto, início de competição, não há desespero e vamos buscar os três pontos fora de casa. Pecamos nas finalizações, a equipe se portou bem, pressionou e circulou bem a bola. A proposta deles acabou dificultando. Tudo deu certo, só faltou concretizar melhor as jogadas”, falou.
Na segunda rodada, no sábado, dia 6, o Betinense vai encarar o Ponte Nova, no Estádio Municipal Caetano Cenachi Neto, no Rio Doce. Já o Itaúna, recebe na Arena do Jacaré o Venda Nova.

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