quinta-feira, 16 de Maio de 2013 06:41h Luciano Eurides

Juliana se vê à deriva e critica seleção: 'Eu não tenho expectativa alguma'

O silêncio de Juliana chegou ao fim com duras críticas.

O silêncio de Juliana chegou ao fim com duras críticas. Reconvocada para a seleção brasileira de vôlei de praia há dez dias, a campeã mundial desabafou sobre o episódio de sua dispensa, em dezembro, e expôs sua insatisfação com o novo sistema implantado pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para a temporada 2013 do Circuito Mundial. Sem comunicação com a comissão técnica, a santista se vê à deriva e acredita que seu desempenho em quadra está comprometido.

- Eu não tive preparação, porque esse ano foi de muitas indecisões.Eu não sabia para onde eu ia, e acabou que isso atrapalhou muito a minha preparação e com certeza vai me atrapalhar durante o ano. Mas é um novo que a gente esta sendo obrigada a aprender (...) Não dá para ter expectativa. Não sei quem é a minha parceira, não sei como é que vou jogar. Não tenho expectativa alguma. Eu soube por terceiros que vou jogar a etapa da Holanda. A comissão técnica não me falou nada. Até então a Ágatha jogava com a Maria. Não sei com quem a Maria joga, não sei com quem eu jogo. Está tudo muito estranho, muito difícil para mim.

Após uma década de trabalho com o técnico Reis Castro, sendo nove deles em parceria multicampeã com Larissa, Juliana agora encara uma realidade completamente diferente daquela a que está acostumada. Em vez do trabalho exclusivo que desenvolvia em um centro de treinamento próprio em Fortaleza, a santista divide há três dias as instalações do Centro de Desenvolvimento de Voleibol, em Saquarema, com outras 11 atletas da seleção feminina de praia, além dos atletas masculinos da areia e das duas seleções de quadra.

Apesar da boa infraestrutura que tem à disposição, a bloqueadora ainda não se adaptou ao sistema de rodízio de técnicos e parceiras durante as atividades. Sem medo de expor suas opiniões, Juliana  revelou que a amizade e a parceria com Maria Elisa foi um dos principais fatores para que ela encarasse o desafio, mas que se vê à deriva, em situação que a faz lembrar um trecho da música Eduardo e Mônica, do Legião Urbana: "Festa estranha com gente esquisita".

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