terça-feira, 13 de Setembro de 2016 13:49h Luciano Eurides

Jusa Fonseca é campeão Júnior 2016

POR LUCIANO EURIDES

luciano.eurides@gazetaoeste.com.br

 

O Jusa Fonseca se tornou campeão Júnior do ano de 2016, uma tarefa dificultada na grande final pelo Fluminense de São José dos Salgados. Depois de um empate em 1x1 nos dois jogos das finais, nas cobranças de tiro livre da marca do pênalti, o Jusa teve 100% de aproveitamento e o Tricolor não teve a mesma sorte, desperdiçou duas cobranças e o título fica em Divinópolis. A partida foi realizada na manhã do último domingo, dia 11 de setembro, no Jusão.

A competição contou com quatro diferentes escolas da cidade. A Associação entrou com uma equipe de formação, com atletas bem novos, uma semente plantada por Abdala e que Sérgio cuida com muito esforço. O PEC, com tradição, força e pouca sorte, teve azar em alguns resultados e Amaury Reis continua o Projeto, que já é uma realidade dentro de Divinópolis. O Fluminense de Salgados, que foi um adversário difícil de ser batido, cresceu demais nas partidas finais e o vice-campeonato foi lamentado pela qualidade da equipe. O Jusa Fonseca mantém uma base sólida e esse detalhe rendeu o título.

Na partida final, o Fluminense entrou alucinante. Encarou o adversário, adiantou a marcação e forçou o erro do Jusa e desperdiçou uma grande chance logo no começo da partida. Manteve a marcação alta, não deixava o Jusa ficar com a bola. A soma de todas essas qualidades rendeu o primeiro gol. Foi um acúmulo de raça e técnica. Na roubada de bola, Iguinho recebeu entre os zagueiros, na saída do goleiro, de cabeça, deu um chapeuzinho, completado com um chute de direita para estufar as redes e marcar o primeiro gol do jogo. O jogo ficou muito truncado e até mesmo com algumas jogadas mais fortes. No final do primeiro tempo, Mateus Deodato enfiou a bola no meio, rasgando a marcação do Fluminense. Danilo tocou para Leo Roque, que desperdiçou o gol mais feito do jogo.

No segundo tempo, o Jusa estava mais estruturado psicologicamente, conseguiu o empate. Léo Amaral colocou a bola na área, a defesa do Fluminense afastou, mas houve a recuperação e o cruzamento para Leo Roque, de cabeça, fazer o gol de empate. No momento, houve uma reclamação do Tricolor, mas, pelo vídeo, é possível afirmar a legitimidade de todo o lance. A partir desse momento, as chances foram para os dois lados. Especialmente em cobranças de faltas, em uma delas, acertou o poste, à direita do goleiro Diego. Houve momentos de pressão do Jusa e também do Fluminense. Final: novo empate e a decisão nos tiros livres da marca do pênalti.
Logo na primeira cobrança, o atleta do Fluminense jogou para fora. Pelo Jusa, 100% de aproveitamento, o goleiro Tevinho esteve próximo de defender a cobrança de Gustavo Fiori, mas nova penalidade desperdiçada pelo Fluminense e Gelson fez o gol do título.

O treinador Acerola, da equipe do Jusa Fonseca, garante que irá manter a equipe para o Amador. “O trabalho foi bem feito e deu resultado, só não esperava ser tão sofrido e isso nos faz valorizar ainda mais. Tem de ressaltar a qualidade e vontade do time deles, tiveram muita vontade sempre”, falou e sobre ter saído atrás no marcador, o treinador disse ter sido tranquilizado pelo próprio time. “O coração dispara, a pressão sobe, mas os meninos são bons e eles me tranquilizam e mantemos o time para o Amador e Júnior do ano que vem”, ressaltou.

O atleta Gelson considerou a experiência em momentos decisivos. “Temos um grupo qualificado e, para esse jogo, não se podia mudar a estrutura do time, mas no final me deram a oportunidade e, graças a Deus, pude converter um pênalti. No momento passa pela cabeça da gente um pouco da história, os pênaltis já perdidos e convertidos, graças ao Bom Jesus, pude converter, sair para o abraço e ser campeão. Dentro de casa é totalmente diferente e até estávamos com a cabeça fora de campo, mas depois tudo se tranquilizou e pude transmitir alguma coisa para eles e quero ficar no time. Grupo muito bom e me abraçou”, declarou.

Definir o poder de uma vitória não é fácil e, na fala de Gelson, isso ficou mais claro. Na qualidade, vontade e físico, as duas equipes são iguais, isso provado em números. Foram quatro jogos entre as equipes, dois empates e uma vitória para cada lado. O detalhe da tranquilidade na hora das cobranças de penalidades vem de experiências anteriores. O Jusa esteve e está em outras competições, isso deu aos atletas uma vivência maior, uma rodagem. Aproveitou-se atletas formados em várias escolas de futebol de Divinópolis para se chegar ao elenco vencedor. Entre eles, Léo Amaral, que se encaixou perfeitamente ao time.

O Fluminense chorou a derrota. Esse choro foi de desabafo, por tamanha dedicação e por saberem que são capacitados ao título. Na fase de classificação, perderam para o Jusa, em Salgados, por 4x0. Depois vieram no Jusão e ganharam de 3x2. Deu forças, o time cresceu. Na grande final, era uma equipe altamente em condições de ser campeã. Fez uma apresentação muito boa, insistência nesta equipe, preparando eles em conjunto, este elenco é poderoso. Entre eles, Ytallo, que também se encaixou perfeitamente no time, que já tem Iguinho, tradicional na equipe e mostrou uma vontade descomunal na grande decisão.

A lamentar apenas a pouca quantidade de jogos. Partidas bem jogadas, com equipes respeitando-se mutuamente, mas, ao mesmo tempo, impondo raça. São raras de serem vistas, e essa foi uma delas.

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