sábado, 12 de Dezembro de 2015 05:40h

Kalil lamenta saída do Cruzeiro e garante viabilização da Liga Sul-Minas-Rio

O diretor-executivo da Primeira Liga, Alexandre Kalil, explicou nesta sexta-feira o que motivou o Cruzeiro a abandonar a competição, prevista para ser disputada nos três primeiros meses de 2016

Kalil evitou julgar a decisão do presidente celeste, Gilvan de Pinho Tavares, mas avaliou – sem citar nominalmente a entidade – que o rompimento ajuda a CBF a se manter no poder do futebol nacional.  "Pelo que [a Primeira Liga] vem sendo bombardeada, isso aí dá força a quem está enquadrado pelo FBI como quadrilha, isso é ajudar os investigados, é ir contra quem quer mudar o futebol brasileiro", disparou.
Kalil disse ter sido surpreendido pela saída da Raposa e lembrou-se de quando Gilvan pediu para que ele ficasse no cargo. O dirigente tentou deixar a Sul-Minas-Rio após ser acusado de nepotismo pelo presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, por ter levado um dos filhos a reuniões técnicas da competição. "Ele [Gilvan] disse que nós tínhamos um compromisso com o futebol brasileiro e que eu não poderia sair enquanto não tivesse o primeiro torneio", recorda.
Segundo Kalil, o motivo do rompimento do Cruzeiro com a Primeira Liga ocorreu na última reunião, na qual o presidente do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, foi eleito o co-presidente da organização, dividindo o posto então ocupado somente por Gilvan. "Houve um lado que trabalhou uma eleição uma semana antes [da reunião]. Os clubes foram trabalhados pelo presidente do Atlético-PR, mas, a mim, ele não avisou. Eu não sabia. E esse foi o verdadeiro motivo. Ele [Gilvan] ficou magoado, com razão", revelou. "Eu mesmo pedi para que ele não saísse da presidência, que ele continuasse com o Mario [Celso Petraglia]", completou.
Kalil considera que essa disputa pela presidência do torneio é um "motivo menor", já que atrapalha o andamento das negociações. "Comercialmente, isso é um desastre", disse. "Mas é um direito do presidente do Cruzeiro, eu não entro no mérito. Defendi lá que não tivesse [a eleição na Primeira Liga], que colocassem para o ano que vem. Isso não era da minha conta", destacou.
Para o diretor-executivo, estão dando importância demasiada para o cargo de presidente da organização. "Se ele [Gilvan] está com a razão ou não, isso é um problema de foro íntimo. Só espero que ele olhe isso, porque não é importante. Acho que não existe cargo mais importante do que o de presidente de um clube. Ser presidente da Liga, na minha opinião, não vale nada, é uma porcaria", ressaltou.
Apesar da saída do Cruzeiro, Alexandre Kalil acredita que o torneio será realizado no ano que vem. "Eu acho que sai. A Liga está pronta e está sendo viabilizada comercialmente", avisou.

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