sexta-feira, 4 de Julho de 2014 07:00h

Kalil solta o verbo novamente

Nesta quarta-feira, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o presidente do Atlético, Alexandre Kalil, falou sobre vários temas que envolvem o clube neste momento de intertemporada.

Dentre os assuntos, o mandatário conversou sobre a construção de um estádio próprio, a possibilidade de saída de Ronaldinho para o Catar, a chance de voltar a jogar no Mineirão e a negociação de jogadores.
Sobre o estádio do Atlético, Kalil assegurou que o projeto está pronto, mas que a obra não será feita por ele, mas pelo próximo presidente que será eleito no final deste ano. “O projeto está pronto, em fase de aprovação. Não é em Contagem, é em Belo Horizonte. Está muito bem encaminhado, na hora que eles bobearem o Atlético vai estar com estádio pronto, mas não é este presidente que o fará. [Quem vai fazer é] o candidato que for de consenso da diretoria, que eu tenho certeza que será eleito”, declarou.
Kalil também comentou sobre a conversa telefônica entre o irmão e empresário de Ronaldinho, Roberto Assis, e o líder de uma quadrilha de cambistas, que foi grampeada pela Justiça e divulgada nesta quarta-feira. Na escuta, Assis revela que pretende levar o armador para o exterior, de preferência o Catar, por 10 milhões por temporada.
“O Ronaldo tem muita consciência do que o Atlético fez para ele e o que ele fez para o Atlético. Faltam seis meses para o contrato dele acabar e ano que vem ele vai resolver com o novo presidente se ficará ou não. Mas o profissional tem que estar motivado, ele é um ser humano igual a todos, ele quer ter sucesso, quer continuar com a torcida gritando o nome e ele sabe que a torcida do Atlético é exigente, chata, não pode brincar com essa torcida”, disparou Kalil.
O presidente alvinegro ainda aproveitou para criticar o desempenho recente de Ronaldinho. “O Atlético tem que saber se ele quer jogar no ano que vem, porque este ano ele não jogou. Jogou lá na China, mas eu não fui, então não vi”, frisou.
Diante de especulações sobre a saída de jogadores, principalmente o atacante Jô, o mandatário alvinegro garantiu que não há proposta para nenhum jogador do Atlético. Em viagem à Suíça, no início de junho, Kalil explicou que foi à Europa apenas para o julgamento da Fifa no caso do atacante Kleber, em que o Galo pede 2,5 milhões de euros (cerca de R$ 7,7 milhões) de indenização ao Marítimo, de Portugal, por tentar impedir a venda do jogador ao Porto.
“Não tem nenhuma proposta para qualquer jogador do Atlético.Fomos no Tribunal de Lausanne [na Suíça] porque eu era obrigado. Acho que alguma coisa nós vamos ganhar com isso”, declarou.
Já a respeito de contratações, Kalil vê com pessimismo a vinda do volante Fernando, do ShakhtarDonetsk, da Ucrânia, que deseja sair do país por causa da crise política. “A situação está muito complicada. O Fernando interessa, já conversamos com o procurador dele, o [Jorge] Machado, que é do Rio Grande do Sul, mas deu uma embolada no negócio. Acho que o próprio clube tirou os jogadores, mandou para Moscou, Kiev... estava querendo segurar porque a crise está acabando. O negócio deles era tirar todo mundo da confusão, manter os contratos para voltar. Infelizmente, acho que as coisas deram uma arrumada por lá”, explicou.
Certo é que o Atlético jogará no Mineirão neste ano apenas na Recopa Sul-Americana, contra o Lanús, no próximo dia 23. É o que assegurou o mandatário atleticano, ressaltando que a equipe não jogará no Gigante da Pampulha enquanto ele for presidente. Kalil ainda declarou que só mandará a partida diante dos argentinos no estádio porque foi obrigado pela Conmebol, já que o regulamento exige que o local para a decisão tenha pelo menos 40 mil lugares.

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