sexta-feira, 28 de Novembro de 2014 04:10h Atualizado em 28 de Novembro de 2014 às 04:11h.

Levir Culpi considera justiça o título do Galo

Com quase 30 anos de experiência como treinador, Levir Culpi disse que o título da Copa do Brasil desta quarta-feira foi um dos mais gratificantes da sua carreira pela forma como foi conquistado e pela campanha que a equipe fez ao longo do torneio

Na decisão, o Atlético derrotou o Cruzeiro por 1 a 0 no Mineirão e garantiu o troféu pela primeira vez. “Há coisas que não se explica. Estou tão feliz. Quero abraçar minha família, minha mulher, filhas e todos que participaram disso. Foi um dos títulos mais justos que eu já vi. Jogamos bem, fizemos milagres. Eliminamos Palmeiras, Corinthians, Flamengo e nosso maior rival com duas vitórias. Talvez seja o título mais significativo da minha carreira, pela dificuldade”, disse o treinador, que não segurou as lágrimas e chorou ainda no gramado. Levir foi campeão da Copa do Brasil em 1996 justamente com o Cruzeiro.
O atacante Diego Tardelli aproveitou o título para provocar os torcedores do Cruzeiro, que mesmo após o apito final permaneceram no Mineirão festejando a tetracampeonato brasileiro conquistado no domingo, contra o Goiás, com duas rodadas de antecedência. “Vamos festejar com a nossa massa, que mesmo em menor número fez mais barulho que o pessoal de azul. É uma sensação melhor do que a da Libertadores porque ganhamos do Cruzeiro na final. Sabemos da rivalidade que é jogar contra eles. É gostoso. Aqui é nosso salão de festas e sempre vai ser. Quem manda no Mineirão é a gente”, disse o atacante.
O goleiro Victor lembrou da sequência de títulos conquistados pela equipe a partir do ano passado: Campeonato Mineiro, Libertadores, Recopa Sul-Americana e Copa do Brasil. “Essa festa não tem hora para acabar porque é um título muito importante para a história do Atlético. Esse grupo veio para quebrar paradigmas na história do clube”, afirmou.
O capitão Leonardo Silva destacou a postura ofensiva do time. “Nosso objetivo era não sofrer gols e ampliar a vantagem. Jogamos com inteligência, tirando o espaço deles. Nada mais justo e merecido que o título terminar nas nossas mãos. O sonho se materializou. Vamos levantar mais um troféu.”
A noite desta quarta-feira é especial para o atleticano não apenas – e é o bastante – por erguer a Copa do Brasil, mas por frustrar o Cruzeiro de faturar a segunda Tríplice Coroa do clube celeste, seu maior rival. Após levar o Campeonato Mineiro justamente sobre o Galo e vencer o Brasileirão com duas rodadas de antecedência, a expectativa da Raposa era igualar o feito de 2003, quando conquistou os dois principais títulos nacionais e o estadual.
Em 2014, porém, o time celeste se deparou com o Atlético no que é considerado o maior clássico da história dos confrontos entre alvinegros e azuis. Na partida de ida da final, os alvinegros venceram por 2 a 0 no Independência e encaminharam o título, que só foi decidido na partida do Mineirão.
Três motivos tem o atleticano para comemorar nesta reta final de temporada: a conquista da Recopa Sul-Americana, a recém Copa do Brasil e a água no chope do rival.
A segunda conquista nacional do Galo (houve também o Campeonato Brasileiro de 1971) coroa uma campanha recheada de emoções vividas pela torcida alvinegra, que conseguiu passar por Corinthians e Flamengo nas quartas e nas semifinais, respectivamente, após sair atrás no placar por 3 a 0 e conseguir virar para 4 a 3 no resultado agregado.

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