quarta-feira, 12 de Dezembro de 2012 08:59h

Lucas se despede do São Paulo

Foram 126 jogos, 32 gols e incontáveis histórias de amor e carinho pelo São Paulo. Após todo esse período, chegou o momento da despedida

Na próxima quarta-feira, no Morumbi, na final da Sul-Americana, o meia-atacante Lucas fará o último jogo com a camisa do Tricolor Paulista.
Na última entrevista exclusiva ao Site Oficial, Lucas confirmou mais uma vez tudo aquilo que nós achamos dele. Dividiu todos os méritos na carreira com todas as pessoas que o ajudaram. Família, amigos, companheiros de clube, diretoria... todos foram lembrados pelo camisa 7. "Não tenho outra coisa para dizer a não ser o meu muito obrigado." Foi desta maneira que Lucas terminou a entrevista. Durante o bate-papo, que durou cerca de 25 minutos, ele lembrou de toda a trajetória pelo São Paulo e espera um dia voltar a defender esse clube que tanto ama.
Lucas foi promovido para o elenco profissional do Tricolor em 2010, durante o Campeonato Brasileiro. A estreia foi contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, com Milton Cruz no comando do time. A dois dias da despedida, veja pelas palavras do próprio jogador toda a sua história. “Lembro de muita coisa, de cada chute, cada jogo, cada vitória. É uma longa história, mas tenho muito a conquistar ainda. É apenas o começo. Mas lembrar disso é muito bom e emocionante. Sempre choro (risos)”.
Falou sobre família. “É a minha base, minha estrutura. Eles estão sempre ao meu lado, em todos os momentos. Sempre me dando uma palavra de incentivo, me ensinando a viver. Sem a minha família seria impossível eu conquistar tudo que conquistei na minha carreira”.
Realização de sonhos. “Lembro muito do primeiro treino. Não sabia nem o caminho do vestiário. Estava acanhado, sem falar muito. Mas no campo eu procurava fazer o meu melhor, mostrar que tinha capacidade de estar aqui. Procurei ficar com meus amigos da base e foi uma experiência nova para mim. Foi muito importante jogar na época ao lado de jogadores que eu só via pela TV, como Rogério Ceni, Ricardo Oliveira, Miranda, Alex Silva...”
Quando perguntado sobre ser ídolo do São Paulo ele não quis se comprometer. “Sempre falei que não sou ídolo. O Rogério, Luis Fabiano, Raí... esses são ídolos, têm uma história bacana no clube. Sinceramente não tenho noção do que eu represento para o São Paulo e também para a torcida. Às vezes não tenho noção do que eu sou. Ainda não caiu a ficha que sou um atleta profissional, de Seleção Brasileira. Sou um ser humano normal, um cara espontâneo e que quer apenas correr atrás da bola, mostrar todo o prazer que tenho de fazer isso. Quero ser exemplo, mostrar os valores que meus pais me ensinaram. Dinheiro nenhum paga isso”.
Quarta-feira será a despedida e o Tricolor pode ser campeão da Sul-Americana.  Ele falou das expectativas frente esse jogo. “Estou muito ansioso, fico pensando como vai ser, eu comemorando o título. Vai ser complicado dormir, mas tenho de ficar tranquilo e relaxar. Tenho de estar bem para ajudar meu time, não posso deixar essa ansiedade atrapalhar. Vou me preparar bastante”.

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