segunda-feira, 12 de Setembro de 2016 17:57h Pedro Gianelli

Mano fala em falta de inspiração da equipe e critica arbitragem

Insatisfeito com o resultado, o treinador Mano Menezes reconheceu que a equipe celeste não estava em tarde inspirada diante do Botafogo. O comandante relatou que o Cruzeiro encontrou dificuldades na marcação e não soube explorar os espaços cedidos no primeiro tempo da partida. Na segunda etapa, Mano reclamou da falta de pressão em cima dos volantes do time carioca, o que resultou nos gols marcados em jogadas de contra-ataques.

“Não dá para separar o sistema defensivo do ofensivo. Não fomos bem como equipe, fizemos um jogo abaixo, tivemos dificuldade para encontrar soluções, para um time que propôs uma marcação mais baixa. Não estávamos inspirados. Às vezes encontrávamos o caminho errado, principalmente no primeiro tempo, quando tivemos no lado esquerdo mais espaço e poderíamos ter mostrado isso em jogadas mais claras para fazer o jogo. No segundo tempo, precipitamos em termos de posicionamento. Tivemos pouca pressão em cima dos volantes, abrimos um pouco o jogo e, em função disso, na retomada de bola, a gente deu muita saída para o Botafogo por dentro. Isso sobrecarregou nossos volantes de contenção e deu oportunidade para os jogadores do Botafogo receberem a bola”, declarou o treinador.

Outro fator que atrapalhou o Cruzeiro na partida foram os erros de arbitragem. Para o treinador celeste, o juiz tirou a tranquilidade da equipe ao amarelar Ramón Ábila no primeiro tempo e ao marcar uma falta que não houve na segunda etapa, na sequência anterior ao segundo gol do time carioca. Além dos lances, ele invalidou um gol legítimo do Cruzeiro, em que o centroavante Ábila completou para o gol em posição legal.

“Teve algo determinante para o jogo, e acho que foram as falhas da arbitragem. Elas foram visíveis. Tirou a tranquilidade da nossa equipe. A gente fez um gol legal e tomamos o segundo gol em uma falta que absolutamente não houve. Eles cobraram rápido e fizeram o gol. Aí você soma: um menos para cá, um a mais para lá, e aí já temos uma condição diferente. Precisamos ficar atentos neste momento. A gente merece alguém mais experiente, mais rodado, que saiba trabalhar em um nível de tensão mais alto. As coisas merecem ser analisadas tranquilamente e, hoje, me parece que elas não foram. O Ábila foi reclamar de um lance em que não houve falta e ele deu cartão amarelo. Já cria uma tensão. Depois fizemos o gol, estava difícil o jogo, e a interpretação de novo é contra. A interpretação foi em relação a quem não fez o gol, que foi o Lucas. Somando tudo isso, foi um dia ruim”, concluiu.

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