quinta-feira, 5 de Julho de 2012 14:39h Luciano Eurides

Marcação é a grande ênfase de Celso Roth

Segundo o treinador, houve um equívoco de marcação no jogo passado, que precisa ser corrigido visando já a partida do próximo sábado, contra o Internacional-RS, às 18h30, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre

Após a derrota em casa para o São Paulo, por 3 a 2, no último sábado no estádio Independência, o técnico Celso Roth iniciou a semana de treinamentos técnicos com ênfase na marcação.

 


Segundo o treinador, houve um equívoco de marcação no jogo passado, que precisa ser corrigido visando já a partida do próximo sábado, contra o Internacional-RS, às 18h30, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre-RS, pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. E o jogo contra o São Paulo serviu de parâmetro para a atividade desta terça na Toca II. “Nós tivemos, no início do jogo, praticamente duas situações. A primeira situação era fazer a marcação na bola. A bola não joga sozinha, não é? Quem joga é o jogador. Então, essa é a máxima no futebol, mas é verdade. O que nós fizemos no jogo contra o São Paulo foi isso, principalmente no início do jogo. Nós marcamos, em alguns momentos, a bola. E aí os jogadores do São Paulo, que possuem qualidade, tiveram tempo de dominar a bola e pensar na jogada antes que a marcação pudesse pressionar, fazer uma marcação agressiva, como a gente chama no futebol. O que nós treinamos hoje foi a manutenção das duas linhas de quatro e, justamente, quem tem que sair, o momento em que tem que sair, a maneira que tem que se fazer”, explicou Roth.

 


O treinador disse que ainda tem muito para se fazer para corrigir a marcação. “Estou satisfeito com o treinamento? Não, ainda não. Falta muita coisa ainda, nós temos que melhorar. Isso é um hábito, fazer a marcação em determinado local. Hoje nós treinamos a marcação na nossa intermediária. O certo é fazer essa marcação na intermediária do adversário, no campo do adversário. Amanhã nós faremos isso. Tudo é por etapas. E a exigência vai continuar. Porque, se nós conseguirmos nos habituar, e o hábito é a persistência, nós teremos uma maneira de jogar bem interessante, que é o que eu quero. E, aí, a gente começa a chegar perto daquilo que eu imagino e quero para o Cruzeiro”.

 

Celso Roth explicou que, fazendo a marcação visando a bola, ao invés do adversário, o Cruzeiro corre o risco de iniciar uma série de erros, uma vez que um atleta precisará sair de seu lugar para corrigir a falha de outro, como um 'efeito dominó'. “Tem uma coisa, quando a gente joga... Eu falava aqui antes do jogo contra o São Paulo, que o São Paulo é um time rápido, em um campo rápido. Lembram? E quando a gente joga em um campo rápido, contra um time rápido, nós não podemos marcar a bola, temos que marcar o jogador. E nos treinamentos hoje foi essencialmente isso. Precisamos melhorar muito. Quando a gente não faz isso, desencadeiam erros. É uma cadeia de erros. Porque, o jogador que deveria marcar o atleta que está sem a bola, se ele não marcar, obriga o colega dele a fazê-lo. O colega dele vai fazer e vai sair do lugar, obrigando outro colega a fazer essa função E se não tiver a atenção rapidamente, o que é difícil, pois uma hora ou outra a gente pode fazer isso, mas toda hora não, acaba se tornando uma coisa que gera desconfiança. Gerou desconfiança, não marcou bem, não joga bem. Foi isso que aconteceu em determinados momentos do jogo contra o São Paulo”.

 

Roth ainda disse que, no momento em que o atacante Fabinho precisou deixar o campo, machucado, aos 31 minutos do primeiro tempo, tentou corrigir a falha de marcação colocando o meia Souza, mudando a formação tática do Cruzeiro do 4-4-2 para o 3-5-2, a mesma do adversário, induzindo para uma marcação individual, que melhorou o rendimento da equipe. “Quando o Fabinho se machucou, optei pelo Souza e não pelo Wallyson. O que eu fiz? Espelhei a marcação. O São Paulo estava jogando no 3-5-2, e nós passamos para o 3-5-2. Pois, quando a gente não está seguro em uma situação, a gente passa para outra. Foi isso que nós fizemos e, no segundo tempo, melhoramos demais. E ficou a sensação, e na prática também, de que foi um resultado injusto pela produção do Cruzeiro no segundo tempo. E depois, na entrevista coletiva, vocês me perguntaram ou colocaram que a Torcida do Cruzeiro aplaudiu após a partida. Porque o Cruzeiro foi para cima do São Paulo de uma maneira, que o São Paulo não conseguia passar do meio-campo nos últimos 20 minutos. Isso porque nós mudamos a nossa maneira de marcar. Num primeiro momento estávamos com as duas linhas de quatro e não funcionou, porque nós estávamos marcando a bola e não os jogadores. No segundo momento, quando fiz a opção pelo Souza, nós espelhamos o São Paulo, cada um pegou o seu, cada um fez a sua marcação, e melhoramos, apesar de não ter sido suficiente”.
 

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