quarta-feira, 11 de Julho de 2012 13:27h Gazeta do Oeste

Marcelo Oliveira quer time ofensivo para a decisão da Copa do Brasil

O técnico do Coritiba, Marcelo Oliveira sabe que sua equipe precisa ser agressiva na segunda decisão da Copa do Brasil diante do Palmeiras no Couto Pereira. Com a derrota sofrida na Arena Barueri, por 2 a 0, o comandante do time paranaense conta com o retorno do volante Sérgio Manoel, que estava suspenso, mas não garantiu seu retorno, pois cogita mudar o esquema de seu time para encurralar o Verdão.

 


Marcelo Oliveira faz mistério. “Nem escalei o Sérgio Manoel ainda. Estamos avaliando, criando uma estratégia própria para este jogo. Temos que ter um apelo ofensivo maior neste jogo, embora não poderemos descuidar em nossa defesa, para não sofrer gols. Vamos escolher com convicção o melhor esquema para agredir sempre, mas com segurança na defesa”, explicou, em entrevista para a ‘ESPN Brasil’.

 

Em relação ao time que veio a São Paulo, o Coritiba deve contar, também, com as voltas do lateral direito Ayrton e o atacante Roberto, que estavam lesionados. O zagueiro Emerson, porém, recebeu o terceiro cartão amarelo na última quinta, na Arena Barueri e, com isso, deverá cumprir suspensão automática neste jogo.

 

Para levar o título, que ficou no ‘quase’ em 2011, quando também chegou à final, mas acabou derrotado pelo Vasco, o time de Marcelo Oliveira precisa vencer por três ou mais gols de diferença às 21h50 de hoje. Caso o placar da ida se repita, desta vez em favor do time mandante, a decisão irá para as penalidades. Vitórias do Coxa por dois gols de diferença, mas com gols do Palmeiras, dão ao time paulista o bicampeonato na Copa do Brasil.

 

Palmeiras

 

Um título Paulista em 2008, conquistado com apenas três meses de clube, foi capaz de revelá-lo, então com 22 anos, para o mundo, a ponto de ser contratado pelo Barcelona em seguida. Henrique não esquece a emoção de sua primeira conquista pelo Palmeiras, e quer repetir a dose agora, depois de quatro anos e muitos altos e baixos.

 


Quando retornou ao Palestra Itália em julho do ano passado, Henrique encontrou uma situação bem diferente daquela vivida anteriormente. Vindo de temporadas apagadas por Bayer Leverkusen (Alemanha) e Racing Santander (Espanha), o jogador esperava reencontrar a glória no Palmeiras, mas em vez disso, viu o clube recém-eliminado da Copa do Brasil após uma humilhante derrota por 6 a 0, sofrendo também com problemas internos entre dirigentes, jogadores e comissão técnica.

 


Agora, cerca de um ano depois de seu retorno, o zagueiro tem a possibilidade de conquistar o título daquele torneio – algo que o Palmeiras não vence há 14 anos. “Eu acho que essa volta por cima é mérito de todos. O ano passado foi muito difícil para todo mundo aqui dentro e para a torcida também. Todo mundo se recuperou e estamos de parabéns”, reconheceu o camisa 3.

 


A nova fase do clube expõe também a nova fase de Henrique. Se antes era apenas um zagueiro desconhecido, vindo do Coritiba, hoje é visto como um dos principais líderes do grupo. A faixa de capitão inclusive se reveza entre ele e Assunção. E o Palmeiras encontrou uma forma diferente de jogar, mais consistente, quando o técnico Luiz Felipe Scolari escalou o zagueiro como volante. “Agora é a hora de todo mundo se juntar, independentemente de nome, de função na equipe. Tem que estar todo mundo com um pensamento só. Já sofremos bastante aqui dentro. A gente lutava, mas às vezes não acontecia. Temos que conquistar esse título”, cobrou como um verdadeiro líder.

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