sexta-feira, 7 de Novembro de 2014 04:24h Atualizado em 7 de Novembro de 2014 às 04:26h.

Minas Gerais é a capital do futebol Brasileiro

As equipes mineiras de Cruzeiro e Atlético farão a decisão da Copa do Brasil. A classificação foi emocionante nos dois jogos

O Atlético venceu o Flamengo no Mineirão e o Cruzeiro empatou e despachou o Santos dentro da Vila Belmiro.
A Raposa conseguiu a classificação ao empatar em 3 a 3 com o Santos, na Vila Belmiro, após vencer a partida de ida por 1 a 0, no Mineirão. O Galo eliminou o Flamengo com uma vitória por 4 a 1, no Mineirão, depois de perder no Maracanã por 2 a 0.
A partida de ida da final da Copa do Brasil terá mando de campo do Atlético e será disputada no Independência, na próxima quarta-feira, enquanto o duelo de volta, com mando do Cruzeiro, será jogado no Mineirão duas semanas depois, no dia 26. A ordem foi definida em sorteio realizado na tarde de ontem na sede da CBF.
Como os jogos acontecerão em estádios diferentes, a regra do gol marcado fora de casa será mantida. Apesar de ter disputado as quartas e a semifinal da Copa do Brasil no Mineirão, o Atlético optou por mandar o jogo no Independência. Segundo o presidente Alexandre Kalil, a escolha é devido ao retrospecto do Galo no Horto.
Vitórias épicas parecem ter virado rotina para o Atlético. Nessa quarta-feira à noite, no Mineirão, o time alvinegro repetiu, contra o Flamengo, o que fizera diante do Corinthians. Perdendo por 1 a 0, buscou a virada até 4 a 1, exatamente o resultado necessário para avançar à final da Copa do Brasil.
Depois da partida, o técnico Levir Culpi foi todo elogios à torcida atleticana, que mais uma vez fez valer sua fama de empurrar o time. "Quem treinou o Atlético foi a torcida. Perdíamos o jogo, seguraram bem, não vaiaram ninguém. Incrível a fé e como eles acreditaram. Jogaram o time para cima. Você, como jogador, numa hora dessas, dá a vida", analisou o treinador.
Levir, como de praxe, foi modesto ao falar do jogo. Para ele, além da torcida, os jogadores merecem todos os méritos pelo resultado. “Nesse momento o técnico deve falar pouco porque todo mundo viu. O empenho dos jogadores foi uma coisa fora do normal e o grito de fora para dentro dos torcedores acreditando foi, assim, uma empatia, uma fusão que o Flamengo não conseguiu conter”, afirmou.
Sobre o jogo em si, disse que o Flamengo aceitou as investidas do Atlético e que seu time soube aproveitar as chances criadas. "O Flamengo procurou defender e puxar o contra-ataque, uma estratégia que não era errada, era bem lógica, e nós tínhamos que expor o time, e estamos acostumados a jogar assim, ofensivamente. Aproveitamos a oportunidades e foram criadas muitas também."
A final, na análise de Levir, será contra um time melhor tecnicamente. Mas o Atlético, para ele, conta com uma raça extra. "Estamos encontrando luz em uma situação muito difícil. Estamos saindo de uma situação difícil para jogos épicos. Coisas muito estranhas de explicar. É uma situação que não nos dá favoritismo. O time deles tem uma coordenação melhor que o nosso, mas o nosso tem o sangue, o mata-mata. O Cruzeiro tem time mais bem treinado, mas eles vão enfrentar o Atlético e nós somos capazes de fazer o que fizemos hoje (quarta)."
Em quatro anos, são três finais de Copa do Brasil. Depois de dois vice-campeonatos com o Coritiba, chegou a hora de Marcelo Oliveira buscar seu primeiro título no torneio. O treinador está na decisão depois de levar seu Cruzeiro à classificação sobre o Santos, quarta-feira à noite, após empate por 3 a 3 na Vila Belmiro.
O adversário da final será o Atlético, num aguardadíssimo clássico mineiro. "Construímos algo muito importante ao longo do ano e isso está muito próximo de concretizar. São as conquistas que vão levar para a história", disse o treinador, que espera um clássico parelho contra o maior rival. "Vai ser um jogo extremamente difícil. O Atlético tem um time muito bem montado pelo Levir. O time é muito certo, competitivo, muito técnico também. O Cruzeiro também vai com todas as suas forças."
Marcelo Oliveira, porém, sabe que o cansaço vai jogar contra o Cruzeiro na final. "Ano passado nós jogamos 63 jogos. Este ano, vamos jogar 73. São dez jogos a mais. Um mês e tanto de trabalho que foi acumulado. Temos que cuidar dessas questões e por isso eventualmente estou tirando um ou outro, mantendo a base", comentou o treinador, que poupou Mayke diante do Santos.
Sobre o jogo, o treinador lamentou dois momentos de apagão da equipe, que resultaram em gols do Santos e quase complicaram o Cruzeiro. "Nós tivemos duas desatenções no início do jogo, comentamos muito isso na preleção e não deu certo, eles fizeram o gol com um minuto e meio e isso deu muita força e muito gás. O segundo gol do adversário saiu aos 44 minutos do primeiro tempo e era o momento de prender um pouco a bola, de fazer o resultado e acabamos dando mais oxigênio ao adversário.”
Na entrevista coletiva depois da partida, Marcelo Oliveira foi só elogios ao meia-atacante Willian, que marcou dois gols e, assim como na partida de ida, foi decisivo no resultado. "Inegavelmente foi uma atuação excepcional do Willian. Ano passado nos ajudou muito, este ano vinha entrando, sempre taticamente muito eficiente. Hoje (quarta) ele extrapolou. Foi eficiente do início ao fim. Deu a condição de buscar a classificação."

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