segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013 05:33h Ascom – Ministério do Esporte

Ministério do Esporte lança programa de construção de Centros de Iniciação ao Esporte

Os municípios brasileiros terão a oportunidade de contar com mais um espaço para a prática esportiva e a descoberta de talentos. Nesta segunda-feira (04.02), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) portaria do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, instituindo processo de seleção de propostas para construção de Centros de Iniciação ao Esporte (CIE), equipamentos públicos multiuso destinados à prática de diversas modalidades. Localizados preferencialmente em áreas de vulnerabilidade social, os centros serão construídos em parâmetros oficiais e deverão estimular a detecção de talentos e a formação de atletas nos municípios, além de poderem receber competições locais e regionais.

Os CIEs integram as ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no eixo Comunidade Cidadã. São elegíveis os municípios que compõem o Grupo 1 do PAC – integrantes das regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Curitiba, Porto Alegre, Distrito Federal e Região Integrada do Entorno do Distrito Federal; também cidades com mais de 70 mil habitantes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; e aquelas com mais de 100 mil habitantes no Sul e Sudeste.

Com ginásios poliesportivos e outras estruturas que podem receber até 13 modalidades olímpicas, sete paraolímpicas e uma não-olímpica, o CIE é parte do objetivo de estender para todas as unidades da Federação o legado da realização dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paraolímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Parte desse legado é a disseminação da prática do esporte e a ampliação da infraestrutura esportiva em todo o País, materializados no projeto dos centros. Outro objetivo é o desenvolvimento da base do esporte de alto rendimento. Para isso, o CIE estará integrado à Rede Nacional de Treinamento que o Ministério do Esporte começa a estruturar. Na estrutura da rede, o CIE se caracterizará como centro local de treinamento.

Há três opções de módulo para o projeto, com áreas de 2,5 mil m², 3,5 mil m² e 7 mil m², e custos de R$ 2,4 milhões, R$ 2,6 milhões e R$ 3,2 milhões, respectivamente. A prefeitura deverá escolher o que melhor se enquadra nas características do município, de acordo com o tamanho de terreno disponível. O programa do governo federal prevê a contratação de 300 instalações ainda neste ano, com investimento de R$ 800 milhões.

As instalações dos centros propiciarão a prática de basquete, handebol, judô, voleibol, esgrima em cadeira de rodas, goalball e outras modalidades integrantes do Plano Brasil Medalhas, lançado em setembro do ano passado. Além disso, todos os módulos contam com áreas de apoio como enfermaria, vestiários e academia.

As inscrições dos municípios interessados em receber os CIEs podem ser feitas no portal do Ministério do Esporte (http://www.esporte.gov.br/cie), até o dia 5 de abril. O governo federal recomenda que os municípios façam as licitações pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC).

 

Encontro de prefeitos


Os CIEs foram apresentados na última terça-feira (29.01) pelo secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, durante o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas – Municípios Fortes, Brasil Sustentável. Segundo Leyser, esses centros são uma “oportunidade para levar o legado olímpico a todos os cantos do país e, dessa forma, desenvolver o esporte desde a base até o nível olímpico e paraolímpico”.

Para o secretário, os centros se alimentarão dos programas de escolas e de núcleos do Programa Segundo Tempo. “Há aquele aluno que se destaca e precisa de outro grau de desenvolvimento para permanecer motivado no esporte. É esse aluno que deve ser levado para o CIE para iniciar um programa de treinamento de uma determinada prática esportiva. Ao entrar no centro, ele passa a adotar a lógica de competição, ao disputar campeonatos municipais e Olimpíadas Escolares, conhecer regras, adotar rotinas”, explicou.

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