sábado, 4 de Julho de 2015 06:54h

Muita rivalidade em campo na final da Copa América

Organizadores da Copa América, dirigentes e até os jogadores estão preocupados com a rivalidade crescente entre torcedores de Argentina e Chile antes da decisão da Copa América, neste sábado, no Estádio Nacional, em Santiago

A polícia chilena vai aumentar o efetivo com seguranças privados para tentar evitar conflitos.
A Federação Chilena destinou 2 mil ingressos para os rivais, o que representa 4% da capacidade do Estádio. Os argentinos ficarão isolados em um setor, algo que ainda não havia sido feito na Copa América. Existe certa apreensão, no entanto, em relação aos argentinos que compraram os bilhetes pela internet e que vão ficar espalhados em outros setores.
Mascherano foi o primeiro a perceber um sentimento que ia além da rivalidade e das provocações comuns. “Obviamente é uma causa nacional, seria o mesmo na Argentina. Espero que as pessoas entendam que futebol é um esporte, não uma guerra”, disse o volante, logo após a classificação da Argentina, em Concepción. Um dia depois, o chileno Mena, que atua no Cruzeiro, seguiu a mesma linha. “Concordamos com Mascherano. É preciso haver respeito, somos exemplos para muitas crianças”.
A rivalidade passou do limite quando os argentinos, na chegada a Concepción, local da partida contra o Paraguai, lançaram uma versão de mau gosto do hino “Brasil, décime que se siente” que fazia referência ao terremoto e ao tsunami que devastaram a região em 2010. Morreram mais de 700 pessoas. No jogo, os chilenos vaiaram o hino rival, algo inédito no torneio.
À rixa das torcidas soma-se uma rivalidade geopolítica e histórica. Em 1978, os dois países quase entraram em guerra por causa de três ilhas do canal de Beagle. Anos depois, a ditadura do chileno Augusto Pinochet apoiou a Grã-Bretanha na guerra pelas Ilhas Malvinas contra a Argentina. “Não temos de meter o esporte na política. Somos países irmãos, temos de nos ajudar”, disse Mascherano.
DEFESA
As duas seleções têm problemas na defesa, coincidentemente o setor mais vulnerável de ambas. No Chile, o técnico argentino Jorge Sampaoli quebra a cabeça para substituir o zagueiro Gonzalo Jara, fora da Copa América. Rojas entrou contra o Peru e não agradou.
Na Argentina, o titular Garay ficou fora do jogo contra o Paraguai por causa de uma gastroenterite, mas voltou a treinar nesta quinta-feira. Demichelis deve jogar em seu lugar.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.