quinta-feira, 1 de Março de 2012 08:58h Atualizado em 1 de Março de 2012 às 09:54h.

Novela Independência tem novo capítulo

O parecer do Ministério Público afirmando que o contrato comercial do Atlético-MG com a BWA envolvendo o Independência é legal não agradou à diretoria do América-MG e também provocou reação do juiz federal João Batista Ribeiro. O magistrado entrou com uma ação popular na 5ª Vara da Fazenda Pública de Belo Horizonte pedindo a anulação do vínculo firmado entre o governo e o Consórcio Arena Independência.
A alegação é que a parceria entre a BWA e a diretoria do Galo fere o edital de concessão de uso do estádio. A principal cláusula de discórdia envolve a gestão e administração do Independência, que pelo edital do Governo de Minas não pode ser de nenhum clube. Para João Batista Ribeiro, a BWA ganhou a licitação e fez uma espécie de subconcessão ao Atlético-MG, o que gera a ilegalidade. “A vencedora da concorrência celebrou uma verdadeira subconcessão do direito de uso do estádio para uma entidade desportiva impedida de participar do certame licitatório, com flagrante violação ao direito de terceiros, causando graves prejuízos às demais empresas concorrentes e, segundo as próprias palavras do Advogado Geral do Estado, contrapostas ao interesse público”, diz a ação.
No último dia 24, representantes de América-MG, Atlético-MG, Cruzeiro, Secopa, Arena Independência, Ministério Público e Advocacia-Geral do Estado, se reuniram e consideraram legal o acordo entre Galo e BWA. Porém, a diretoria do Atlético-MG garantiu que vai fazer as alterações contratuais pedidas para evitar interpretações dúbias.

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