quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014 10:14h Chico Maia

O Sobrenatural de Almeida entrou em campo contra o Galinho no primeiro tempo

Raras frases sintetizam tão bem o futebol como aquela do Nelson Rodrigues que fala da entrada em campo do “Sobrenatural de Almeida”, para tentar explicar o inexplicável ou o que é difícil de explicar.

O primeiro tempo da semifinal entre Atlético x Santos, por exemplo. O Galinho mandou no jogo, perdeu ótimas oportunidades e parecia que daria uma goleada no Peixe.
Aos 45, tomou um gol de contra ataque e ali estaria decretado o início do fim das pretensões galistas.
No segundo tempo o jogo foi equilibrado, com o Santos esperando para mais contra ataques e marcar mais dois gols que lhe dariam a classificação para a final, com justiça e tem tudo para ser campeão, na final contra o Corinthians.
Venceu todos os seus jogos até agora.


Quanto ao Atlético, valeu pela aparição de bons valores, que prometem. Bem lapidados e bem lançados poderão fazer sucesso no profissional.
Tomara que o Paulo Autuori tenha prestado a atenção neste e nos demais jogos do time nessa Copa SP e não perca tempo com ex-juniores que já mostraram que não têm bola para jogar no Atlético.
Tenho lido que ele quer dar oportunidades ao atacante Marion.
Certamente alguém dourou essa pílula para ele.
Perguntem a qualquer torcedor do Democrata de Sete Lagoas sobre este jogador.
Disputou duas temporadas da Segunda Divisão pelo Jacaré e não conseguiu emplacar.
Só se aconteceu uma mágica e ele mudou da água para o vinho.

Fórmulas, originais ou não, que poderiam melhorar o nosso campeonato
Os campeonatos estaduais já rolam país afora e o Mineiro começa neste fim de semana.
Entendo que a fórmula deveria ter sido mudada há muitos anos para o bem do futebol como um todo, principalmente para os clubes do interior, que jogam menos de três por ano, montam times apenas para essa disputa e vivem numa gangorra perversa.
Os mais tradicionais são como elevadores, que sobem e descem em rotatividade, com direito ao desaparecimento temporário ou definitivo de alguns.
Outros nascem, crescem, vivem seus momentos de glória e daí a pouco também desaparecem como num passe de mágica. Ou mudam de cidade, de nome sem cumprir com a finalidade básica que seria representar de forma permanente a comunidade onde nasceu.


Assim como dezenas de partidos políticos do país, alguns clubes são de aluguel, embalados por empresários do mundo da bola que visam apenas ganhar dinheiro. Enquanto for interessante, tudo bem; caso contrário, fecha-se a portas e aquele abraço para quem acreditou!
Em Minas gerais a primeira mudança deveria ser o fim da Terceira Divisão, chamada hipocritamente de “Segunda”, já que esta é chamada de “Módulo II”.
Ridículo!
Há várias sugestões de fórmulas interessantes. Uma das que mais gostei, foi inspirada na Copa do Mundo: durante quase o ano todo os muitos clubes mineiros em todas as regiões do estado disputariam a Primeira e Segunda Divisões, com 15 ou 20 clubes cada uma, com acesso e descenso de quatro.


A primeirona sem Atlético, Cruzeiro, América e o campeão do interior do campeonato passado, que só entrariam na fase decisiva que poderia ter 32 clubes, que decidiriam o título nos mesmos moldes da Copa, durante um mês de disputa.
Ou seja: durante a maior parte do ano os clubes do interior disputariam a classificação, assim como os países disputam as eliminatórias do Mundial. Os custos seriam mais baixos, já que poderia haver a regionalização nas fases iniciais, visando viagens mais curtas e a montagem das equipes teria como base a prata da casa. Há bons jogadores em todo o estado, mas sem oportunidades.
 

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.