segunda-feira, 17 de Março de 2014 06:15h

Padronização que faz diferença

Após quase 20 anos de carreira profissional, Cafu sabe muito bem quanto um bom gramado faz a diferença – positiva - no desempenho de um jogador de futebol.

Também sabe que um campo em condições ruins ameaça o espetáculo, podendo mudar o rumo de uma partida e afetar a saúde dos atletas. Do começo no São Paulo à longa passagem pelo futebol europeu, o ex-capitão da seleção brasileira e campeão mundial em 1994 e 2002 se deparou com gramados de boa a má qualidade até pendurar as chuteiras em 2008. Por isso, é uma autoridade no assunto.

Nesta sexta-feira, em São Paulo, Cafu foi um dos participantes do segundo e último dia do 4º Seminário de Preparação de Gramados realizado pelo Comitê Organizador Local da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 (COL), que teve a participação de 237 pessoas, entre representantes dos 12 estádios da Copa do Mundo da FIFA, dos Centros de Treinamento de Seleções (CTSs) e dos Campos Oficiais de Treinamento (COTs).

Ao lado de gerente geral de Competição e Serviço às Equipes do COL, Frederico Nantes, do coordenador do Comitê da Copa de Alagoas e responsável pelo Centro de Treinamento de Seleções de Maceió, Marcos Pradines, e da agrônoma Maristela Kuhn, Cafu conversou com jornalistas e fez questão de lembrar que treinar em um ótimo gramado nos CTSs e COTs será tão importante quanto atuar nos campos dos 12 estádios da Copa do Mundo.

“É importantíssimo que o gramado do CTS tenha a mesma qualidade do gramado do estádio. Para o atleta, é importante se preparar em um local com as mesmas características de onde a partida vai acontecer”, disse Cafu, lembrando que a homogeneidade nas condições dos campos pode reduzir o risco de lesões ao longo da competição:

“De nada adianta ter um ótimo departamento médico, excelentes equipamentos de recuperação, se o gramado é duro, com grama alta e cheio de buracos. Na prática, o resultado será ruim”, explicou.

O ex-capitão da seleção brasileira lembrou dos campos em que já atuou e disse ficar impressionado com toda a tecnologia aplicada na manutenção de gramados hoje em dia.
“Se na época em que eu jogava, principalmente no início da minha carreira, existissem técnicas como essas usadas para cuidar dos gramados da Copa do Mundo, talvez eu estivesse jogando até hoje . As minhas costas teriam resistido mais um pouco”, disse.

“Na Copa do Mundo da FIFA não vai ter montinho artilheiro. Pode até ser que tenhamos alguns jogadores botinudos, mas montinho artilheiro eu garanto que não vai ter”, brincou.

COT de Maceió: chance de legado
Maceió é sede de um dos 32 CTSs para a Copa do Mundo da FIFA: o Rei Pelé, que será a casa da seleção de Gana. E mesmo não recebendo jogos, a capital de Alagoas vê na Copa uma excelente oportunidade:

“Mesmo não sendo uma das 12 sedes da Copa do Mundo, percebemos que receber uma das seleções seria uma ótima oportunidade para Alagoas,mais especificamente para Maceió. Com a modernização que estamos fazendo no Rei Pelé, temos a chance de deixar um legado para o futebol alagoano. Além disso, teremos um ganho enorme de visibilidade”, analisou José Padrines, aproveitando para dar as boas-vindas à  seleção de Gana:

“Estamos prontos e felizes em recebê-los. Como dizemos em Maceió, somos Gana desde criancinha”, finalizou.

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