quarta-feira, 18 de Junho de 2014 05:53h Atualizado em 18 de Junho de 2014 às 06:04h.

Palmeiras é supercampeão da Taça Pará de Minas

O Palmeiras de Divinópolis conseguiu vários títulos no final de semana, categorias 2000 e 2002, na Taça Pará de Minas e, com elas, o troféu de supercampeão.

E também consagrou craques do campeonato como Fernando, goleiro do 2002, e Guilherme, por dois gols no 2002. Para completar, os treinadores Dinei e Adalberto foram escolhidos os melhores treinadores das categorias 2000 e 2002 respectivamente.

A história do Palmeiras mostra uma evolução gigantesca em poucos anos e com os pés no chão. Um clube antigo, de muita tradição dentro de Divinópolis e de jogadores revelados para os times de base de todo estado de Minas Gerais. Muitos profissionais saíam do Pelezinho, passavam por outros times e seguiam rumo ao sucesso. O motivo era a regionalização dos campeonatos.
A diretoria atendeu ao pedido dos jogadores e jogam as principais competições da região. O resultado é a fidelidade dos jogadores. Hoje na Copa Super Craque, Eletrodil, Taça Pará de Minas e Imef há um calendário anual. Do Palmeiras, nesses últimos meses, saíram Diego para o Betim, Vitinho para o Atlético e Tiago Balaio para o Cruzeiro.
Os títulos da Taça Pará de Minas são consequência de muito trabalho e um profundo conhecimento dos treinadores sobre os jogadores. A categoria 2000, por exemplo, conseguiu a vitória nos pênaltis. Durante o tempo normal foi um empate em 2 a 2. Os gols todos em bola parada. Marcelinho fez dois, ambos de pênalti. O Cruzeiro de Pará de Minas fez um de pênalti e um de falta.
A decisão foi para as cobranças de pênaltis e o dedo de Dinei então fez a diferença. Durante a semana, nos treinos, o goleiro Fernando teve um aproveitamento muito bom nas cobranças de penalidades e então entrou nos minutos finais. Durante a decisão ele pegou duas cobranças e se tornou herói da equipe. “Eu estava nervoso nas cobranças, mostrei o que eu sabia, durante a semana inteira treinamos, tive um bom desempenho e consegui ser decisivo”, disse.
O treinador ainda teve a ousadia de manter o mesmo time da classificação. Deu certo. Marcelinho, cobrador oficial de pênaltis, foi expulso, não fez a cobrança dele. Bom, pois seria a terceira na mesma partida. Marcelinho esperava terminar o jogo. “Tive a felicidade de fazer dois gols no jogo, mas em um lance comum, no meio campo e eu tentei sair, mas ele pulou sobre mim, recebi o cartão amarelo, já tinha e fui expulso. Não foi intencional, não tive sorte, mas não foi intencional”, garantiu Marcelinho.
Já o treinador, Dinei, contou que a formação tática teve mais o dedo do capitão, João Pedro. “Quando jogamos contra o Vasco da Gama e prometi premiar mantendo o mesmo time. Já na decisão dos pênaltis uma premiação pelos treinos. O aproveitamento dele era de sete defesas em vinte cobranças. Deus me ajudou e iluminou meu goleiro”, dedicou ele.

 

 

 

2002
A categoria 2002 de igual forma mostrou obediência tática e muito mais união e amizade. Os jogadores são, antes de tudo, companheiros. Amigos que se unem para jogar futebol. Se acusam em falhas com um sorriso no rosto. Tudo é feito com energia própria da idade, mas uma responsabilidade de uma equipe campeã.
No jogo, o Vasco foi melhor, teve mais chances e não concluiu a gol. O Palmeiras sim. Se armou no contra ataque, Guilherme fez os dois gols do time alviverde. O Vasco, na segunda etapa, chutou de longe, marcou um gol e ficou com o vice.
O capitão, Gean, foi o responsável por receber o troféu e mais agradeceu que comemorou. “Tivemos um jogo difícil. O artilheiro Guilherme, ao lado de Eduardo, jogou demais, o nosso técnico, Alberto, o Mateusinho defendeu muito, o Gustavinho fez gol para chegarmos à final”, disse ele que atuou com o nome Rafaela escrito no pulso que, segundo ele, é apenas uma menina da escola. “Tem nada não”, desconversou logo e reduziu a um abraço. “Mandar uma abraço para ela”, disse.
O treinador, Alberto, falou da competência da equipe. “A partir do momento que consegui unir o grupo e fazer eles acreditarem e confiarem, os pais passaram a acreditar nesses meninos. O Palmeiras é muito forte na base e tem um grande apoio da diretoria. Já temos condições de fazer desse grupo um grande time, de dar inveja na cidade”, garantiu.

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