sábado, 3 de Setembro de 2016 11:38h Luciano Eurides

Paralimpíadas de Divinópolis mostra que veio para ficar

LUCIANO EURIDES
luciano.eurides@gazetaoeste.com.br

 

Uma competição esportiva pode ser analisada por qualidade técnica, organização e empenho. Nada disso faltou nas primeiras paralimpíadas de Divinópolis.

As entidades escolheram e treinaram muito bem seus atletas. Conhecedores das regras e uma obediência tática incrível, demostraram empenho total e, por isso, cada medalha foi festejada com a certeza de ter feito o melhor. A promessa final é de, no próximo ano, conquistar ainda mais títulos. Dentro do maior espírito paralímpico, todos se emocionaram ao conseguir terminar as provas. Portanto, todos são verdadeiros campeões e provam ser possível a realização de grandes eventos esportivos.

Participaram atletas das seguintes entidades: A Escola Municipal Raio de Sol, Projeto Fontes de Luz, Centro de Convivência Salviano Avelar, Apae e Instituto Helena Antipoff. Nas provas de natação, peteca, futsal, arremesso, dança e queimada.

A coordenadora Andreia Martins Amaro destacou que é a primeira e espera muitas outras. “Foi muito positivo e, sendo o projeto piloto, teve algumas falhas, mas a participação do deficiente foi muito bonita, vibraram e se esforçaram e foi muito rica. Vieram com o sentido de competir em dois dias de jogos e com participação de quem realmente queria estar aqui. Queremos ampliar este projeto para a região e pensamos em fazer regional, quem quiser colaborar e participar, pode entrar em contato com o Conselho Municipal da pessoa com deficiência e até mesmo algum atleta que tenha o interesse em ser nosso voluntário, vamos precisar e, assim, fazer uma grande festa no ano que vem”, disse.

O atleta Fabiano, da Raio de Sol, campeã no futsal masculino, depois de pelo menos dois jogos de alta qualidade, teve a missão de marcar um gol na semifinal e praticamente dois na final, pois, quando ele apertou a marcação, houve o gol contra. Emocionado, ele falou o quanto treinaram para a conquista histórica. “Muito bom estar aqui, treinamos todos os dias e muito bom, nossa professora treinou muito para sermos campeões, foi muito difícil, mas chegamos”, falou.

O atleta Vanderson, da equipe Salviano Avelar, agradeceu a oportunidade dada a ele e aos companheiros de equipe. “Muito importante, porque estamos aqui para mostrar nossa deficiência e que, mesmo assim, somos muito animados em jogar e mostrar às pessoas que somos capazes de aprender e fazer. Somos capazes de sonhar alto, a cada minuto, Deus nos dá um dom, aprender sempre um pouquinho mais. Nossas professoras fazem um trabalho bonito, carinho e fazem de tudo para nós e procuram sempre o melhor para nós”, garantiu ele, que conquistou seis medalhas e promete para o próximo ano conquistar nove.

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