terça-feira, 19 de Maio de 2015 11:57h Atualizado em 19 de Maio de 2015 às 12:00h.

Polêmica na Libertadores ainda não acabou

Com pouca chance de êxito, o Boca Juniors recorreu neste domingo à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol)

Com pouca chance de êxito, o Boca Juniors recorreu neste domingo à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) contra a decisão da noite de sábado de eliminar o time da Copa Libertadores e classificar às quartas de final o River Plate, cujo confronto com o Cruzeiro está marcado para quinta-feira, às 22 horas, em Buenos Aires.
O Boca insiste em jogar os 45 minutos restantes do clássico, interrompido no intervalo, após torcedores jogarem uma mistura caseira de pimenta em jogadores do River. Cinco ficaram feridos. "Solicitamos o retorno do clube à Libertadores e a continuidade da segunda etapa do jogo. Até terça-feira, saberemos o resultado. Se for positivo, fica automaticamente cancelado o jogo entre River e Cruzeiro”, informou à reportagem o advogado Eduardo Carlezzo, brasileiro contratado pelo Boca para fazer sua defesa.

Caso não tenha êxito na Câmara de Apelações, outro recurso chegaria ao Tribunal Arbitral do Futebol Sul-americano, com sede em Assunção, órgão independente da Conmebol. “Não cogitamos levar o recurso à Fifa”, esclareceu Carlezzo. Ele admitiu tratar-se de um caso difícil.

Gravações mostram um trio de torcedores no espaço reservado à “12”, a organizada mais conhecida do clube, furando com um sinalizador o túnel inflável, pelo qual os jogadores visitantes regressavam ao gramado. Uma perícia no tubo e nas camisetas dos feridos aponta uma mistura caseira de pimenta e ácido, a base da substância usada para o spray de pimenta industrializado. Um homem identificado como Panadero (padeiro, em português) era procurado pela polícia.

A punição anunciada na noite de sábado foi considerada branda na Argentina. O clube não teve sequer a Bombonera interditada. Deverá disputar o próximo torneio continental sem público em seu estádio por quatro jogos e não terá seus torcedores quando jogar como visitante, também por quatro partidas. Uma multa de US$ 200 mil foi aplicada. O recurso envolve também essas sanções.

Segundo o presidente do Boca, Daniel Angeli, a punição abre a possibilidade de um time “ficar refém de torcedores violentos” que queiram fazer o clube perder um jogo. Ele adicionou que o regulamento da Conmebol, parecido com o da Fifa, serve para a sociedade europeia. “Aqui vivemos outra realidade”, disse ao diário argentino, “Olé”.

O principal jogador do Boca, o atacante Daniel Osvaldo, criticado por colocar a bola no centro do campo para continuar o jogo enquanto os rivais não conseguiam ver, atacou ontem a Conmebol por Twitter. "O sonho do meu sobrinho foi roubado por cinco gordos de terno em um escritório. Mafiosos!"

Enquanto isso, o Cruzeiro, adversário do River Plete, ou em uma virada de mesa histórica, o Boca Juniors, é o lanterna do Brasileirão. O atacante Willian criticou a postura do Cruzeiro na derrota por 1 a 0 para o Santos na tarde deste domingo. O jogador chamou a atenção para o fato de que, se não vencer agora, ficará difícil para recuperar posições no decorrer do Campeonato Brasileiro. “Brasileiro, se entrar desligado, é isso aí. Já é a segunda derrota e, depois, fica difícil para correr atrás. Vamos ficar mais atentos para que possamos largar lá de trás, porque depois fica difícil”, disse o jogador após a partida.
Na avaliação de Willian, a Raposa deu muito espaço para o Peixe. “Realmente não fomos muito bem. Em um momento ou outro da partida, deixamos a equipe deles jogar. E, se dar espaço, eles vão criar. Eles fizeram um, mas tiveram a oportunidade de fazer mais. E a gente teve poucas oportunidades”, comentou.

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