quarta-feira, 3 de Junho de 2015 11:55h Atualizado em 3 de Junho de 2015 às 11:56h. Luciano Eurides

Prata busca pontos em Divinópolis

A equipe do Prata, de São Domingos do Prata, veio a Divinópolis para jogar contra o Vasco da Gama, pela Super Copa Imef de futebol

Ganhou na categoria infantil por 3 a 1 e empatou em 0 a 0 na categoria juvenil. Esses resultados podem mudar os rumos da competição.

Na categoria infantil, a equipe do Vasco da Gama continua fazendo o uso de atletas das categorias menores. Bom para o desempenho futuro deles, mas muito ruim em termos de resultados dentro da competição. O Prata não tem nada a ver com as dificuldades do time de Divinópolis, aproveitou os erros e venceu o jogo. No primeiro gol, o goleiro vascaíno pegou e segurou a bola, deu alguns passos e a deixou cair, nos pés de César que empurrou para o fundo do gol. O primeiro tempo terminou 1 a 0 para a equipe visitante.

No segundo tempo, logo no primeiro lance o atacante do Prata foi derrubado na área, pênalti que Wellington cobrou e fez 2 a 0. O time cruzmaltino diminuiu com Natan, desta vez quem errou foi o goleiro do Prata, a bola pegou no meio da canela do arqueiro e voltou para Natan chutar e observar a bola tocar no morrinho e ir para dentro do gol. O time divinopolitano teve outras oportunidades, como Natan acertando o travessão e ainda a arbitragem de Nova Serrana errou feio nas marcações, especialmente em um nítido escanteio. O castigo veio com Wellington, que aproveitou a falha defensiva do Vasco e fez 3 a 1.

Na categoria juvenil o jogo foi bem diferente. O Vasco da Gama, mais encorpado, fazia o trabalho necessário para conduzir a bola até o campo adversário e conseguia chegar até a área. Acertou até mesmo as finalizações, mas esbarrou em uma muralha chamada Eliseu. O goleiro do Prata fazia milagres. Todas as finalizações certas houve a intervenção dele. Seja nas cobranças de faltas, escanteios, cabeceios e chutes de curta e longa distância. O time do Vasco fazia tudo certo e o resultado não acontecia, isso foi deixando o time nervoso, a vontade de acertar, o excesso se tornou uma arma para o adversário.

O resultado do jogo foi justo pela competência do goleiro adversário, mas o domínio foi total da equipe de Divinópolis. Segundo Eliseu, goleiro do Prata, ele nasceu em Vila Velha no Espírito Santo. “Apareceu a oportunidade de buscar carreira no futebol e cheguei ao Prata. Foi importante minha atuação, meu sonho é me tornar um jogador de futebol, ter o suficiente, sem luxo, só quero tirar minha família da miséria”, falou ele que tem dois meses que está no Prata, não mora com a mãe desde os 10 anos de idade, tem 16 anos e 1,72 m de altura.

Segundo o treinador da equipe do Prata, Felisberto ou Fé, como é conhecido no futebol, já existe pessoas interessadas no futebol dele. “Montamos essa equipe já tem um ano e três meses, é a segunda competição da vida deles, são muito obedientes e o goleiro inclusive já tem duas equipes de olho nele. Não tem estatura, mas muito bom e torcemos para Deus abençoar ele, o placar normal seria 3 ou 4 a 0 para o time do Vasco, o nosso goleiro salvou a gente, mérito dele e da equipe”, analisou.

Para o jogador do Vasco da Gama Gustavo Fiori, o time jogou bem. “A arbitragem complicou demais, tínhamos tudo para sair com a vitória e assim não é possível, jogar em campo ruim e com a arbitragem avacalhando. O goleiro deles pegou demais, foram três bolas já sobre a linha e mérito deles. A bola não entrou, tem sabor de derrota e vamos brigar pela classificação na última rodada, vamos buscar contra o Vila Nova em belo Horizonte”, garantiu. 

Os dois times foram prejudicados por uma arbitragem confusa da cidade de Nova Serrana. O árbitro não soube conduzir a partida, aplicou cartões sem critério e ainda foi prejudicado pelo auxiliar. O assistente garantia ter visto agressões e estas não existiram. O árbitro, atendendo ao colega de trabalho, saiu aplicando cartão até no atleta que estava fora de campo aguardando para executar o tiro de meta.  Uma desordem que foi transmitida aos atletas e somente não terminou em confusão entre as equipes porque os atletas têm muito respeito aos treinadores e aos presentes no estádio. A Imef deveria melhor observar os árbitros indicados por outras cidades, pois os clubes não têm como avaliar previamente a qualidade do quadro indicado pela entidade.

 

Créditos: Luciano Eurides

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