sexta-feira, 23 de Setembro de 2011 13:08h Dácio Fernandes

Profissionais versus amadores

O principal adversário da seleção brasileira no sul americano de vôlei tem sido a desconcentração, devido à fraquíssima condição dos adversários.
Contra o Chile, por exemplo, além da dificuldade imposta nos dois primeiros sets  por conta dos erros do Brasil, o que mais se destacou foi a barriga saliente de Orrego o camisa 6 da seleção chilena. O atleta nem de longe lembra os fortes atletas de vôlei, com uma barriguinha saliente e cabelo ao estilo Neymar, ele chamou a atenção. Além de Orrego, o Chile possui ainda uma família em quadra, três dos jogadores são irmãos, os Parraguirre: Matias, Tomás e Vicente. Já os demais atletas também têm uma ligação familiar com a seleção do país.


No Paraguai, a seleção conta com vários profissionais que nada têm a ver com vôlei, as ocupações são bastante variadas. O levantador Roberto Bogado é engenheiro agrônomo; Hugo Pankratz e Mauricio Brizuela são empresários; Juan Mendoza trabalha em um laboratório farmacêutico, e Luís Riveros é motoboy.


Em Cuiabá, onde disputa o Campeonato Sul-Americano, a seleção paraguaia dorme e acorda pensando apenas em vôlei. Mas quando está em Assunção, onde treina, a realidade é bastante distinta. Sem auxílio financeiro para praticarem o esporte, todos os 12 inscritos na competição internacional trabalham ou estudam durante o dia e têm apenas o período noturno para treinar e manter a forma física.


Quando precisam viajar, os atletas pedem dispensa aos respectivos patrões. A maioria não encontra problemas para ser liberado para defender o país, mas o Ministério do Esporte nacional pode interferir caso haja alguma restrição do empregador.


A seleção brasileira não vai encontrando dificuldades e no domingo deve disputar contra a Argentina a final do torneio. Em 28 edições o Brasil venceu 27 e os portenhos uma vez apenas, quando a seleção brasileira não participou.

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