segunda-feira, 6 de Agosto de 2012 10:06h Gazeta do Oeste

Promessa de melhoria

Uma viagem de ônibus de Newcastle até Manchester, a tranquilidade do hotel, exclusivo da delegação, e descanso para a recuperação rápida para a partida desta terça-feira, que poderá levar a Seleção Brasileira de Futebol à final olímpica. O discurso não muda, principalmente depois da vitória dramática por 3 a 2 sobre Honduras, que teve um jogador expulso ainda no primeiro tempo. Neymar, por exemplo, diz que foi muito marcado e por isso não apareceu. Havia sempre um ou dois jogadores na sobra. O que preocupa o técnico Mano Menezes é o fato de o time brasileiro não ter conseguido se encontrar até agora. Vence, mas não convence e não garante uma classificação segura à final. Mesmo sendo a Coreia do Sul, teoricamente, um adversário fraco, Mano não descarta dificuldades semelhantes ao jogo de sábado.

O técnico não vai admitir que fez algumas convocações equivocadas, casos de Hulk, Rafael, Neto e Juan. Ele diz que acreditou no potencial que todos mostraram nos clubes, e que nos amistosos eles foram bem. Talvez Mano não conheça aquela velha e célebre frase do ex-técnico e craque da Seleção Brasileira, o saudoso Didi, que dizia que “treino é treino, jogo é jogo”. Mano tem de conviver com suas escolhas e decisões. Ele não revela que time vai pôr em campo nesta terça, mas a volta de Alex Sandro, suspenso na última partida, vai dar mais consistência ao meio-campo. Danilo também deve entrar na direita, embora seja Manchester a “terra” de Rafael, que atua no United. Quanto a Juan, a expectativa é de que opte por Bruno Uvini, mas poucos apostam em tantas mudanças de uma só vez em uma semifinal.

O goleiro Gabriel, ex-Cruzeiro, está garantido no gol. Mano, admitiu, publicamente, que com ele a defesa se sente mais segura, embora não tenha detonado Neto, e até dito que ele foi bem nos jogos em que atuou. Porém, se foi bem, por que saiu do time? Esse tipo de incoerência e indecisão torna Mano Menezes uma figura na corda bamba. E ainda que leve o ouro inédito para o Brasil, seu trabalho é questionado pelo patrão, José Maria Marin. São-paulino, o presidente da CBF jamais negou sua predileção por Muricy Ramalho, que deu ao tricolor paulista o tricampeonato brasileiro em sequência. E, desta vez, caso seja chamado, Muricy dirá sim.

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