terça-feira, 5 de Julho de 2016 14:26h

Rafael Sóbis mita no Cruzeiro: Não é tênis, não jogo sozinho

Contratação de impacto do Cruzeiro para a sequência do Campeonato Brasileiro

Contratação de impacto do Cruzeiro para a sequência do Campeonato Brasileiro, o atacante Rafael Sóbis chega a um time que oscila na competição, mais próximo da zona de rebaixamento do que da luta por uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores. Assim, apesar de chegar amparado por sua experiência e história rica no futebol.

O jogador descartou o papel de referência, garantindo que a responsabilidade de recuperar a equipe precisa ser dividida entre todos os jogadores do elenco. "Não é tênis, não jogo sozinho. Venho para somar, ajudar da melhor forma possível. Um grande clube, que está acostumado a estar na parte de cima de todos os campeonatos. Isso que vamos buscar, fazer com que o time cresça. Tem tempo e muito campeonato pela frente. Minha função é fazer gols e construir ataques. O time produz bastante. Pior seria se não criasse. Com treinamento e dia a dia vamos afinar a pontaria e a bola vai entrar mais e mais", disse.

 

 

Rafael Sóbis explicou que vinha participando da pré-temporada no Tigres, ao menos até a intensificação das negociações para se transferir ao Cruzeiro, por isso se sente bem fisicamente. O jogador, porém, destacou que ainda precisa se readaptar ao estilo do futebol brasileiro e evitou estipular uma data para a sua estreia com a camisa do clube. “Estou ainda numa fase de adaptação. Um estilo de trabalho diferente para o Brasil. Mas estou acostumado a esse estilo. Creio que não terei problema em me adaptar. Entrar no ritmo de jogo e a partir daí fazer o melhor. Já tinha feito uma parte de pré-temporada, depois tive de preparar por causa das negociações. Já passei a adaptação depois das férias, me sinto cômodo já, não sei se suficiente para já jogar. Vamos ver durante a semana para dar uma posição sobre isso”, declarou.

 

 

O Cruzeiro será o sexto time defendido por Rafael Sóbis, de 31 anos. O atacante iniciou a carreira no Internacional e também defendeu o Fluminense no futebol brasileiro. Fora do país, além do Tigres (México), também passou pelo espanhol Betis (Espanha) e também pelo Al Jazira (Emirados Árabes Unidos). O jogador admitiu que inicialmente não pretendia deixar o futebol mexicano, onde vinha se destacando, mas mudou de planos durante as conversas com o clube mineiro. "Não passou pela minha cabeça de ninguém sair, por tudo que passei no México. Mas quando a negociação ia caminhando, foi questão de honra, por tudo que o Cruzeiro fez para me trazer. Honrei minha palavra e estou aqui hoje. Uma etapa nova, sofri muito contra o Cruzeiro, sempre na ponta de cima dos campeonatos. Não poderia terminar minha carreira sem usar essa camisa. Uma oportunidade única para fazer história”, disse o atacante.

 

 

O técnico Paulo Bento reconheceu a atuação ruim do time e apontou a desorganização e as falhas do sistema defensivo como principais problemas do time. "Fizemos dois gols, mas cometemos muitos erros defensivamente, não fomos tão equilibrados como normalmente somos. Permitimos inúmeras transições para o adversário. Vencíamos por 2 a 0, mas tivemos uma incapacidade gritante para controlar o jogo. Tínhamos tudo a nosso favor, o fato de jogar em casa, o ambiente estava criado, mas não soubemos aproveitar. Em termos de organização, nem de perto e nem de longe fizemos um bom jogo”, afirmou.

 

 

Paulo Bento também admitiu que o Vitória foi superior ao Cruzeiro em praticamente todo o duelo, inclusive quando ficou com um jogador a menos, no início do segundo tempo, após Ramon ser expulso. "Quero felicitar o adversário. Creio que eles foram melhores do que nós durante praticamente os 90 minutos. Melhores com 11 e souberam se adaptar quando estiveram com 10 para procurar o melhor resultado. Acabaram por conseguir a igualdade. Devemos felicitar o Vitória por aquilo que fez e pelas oportunidades que criou mesmo quando estávamos ganhando por 2 a 0”, analisou.

 

 

Apesar das críticas ao sistema defensivo do Cruzeiro, Paulo Bento evitou apontar o setor como único responsável pela atuação ruim do time. Ele próprio classificou o desempenho do setor ofensivo da equipe como "sofrível", mesmo com os dois gols marcados. "Uma equipe não depende exclusivamente de um setor. Muito do que se faz em termos ofensivos, depende e muito daquilo que o setor defensivo e o meio de campo fazem, da mesma forma que o que acontece no setor defensivo tem influência daquilo que o ataque e o meio-campo fazem. É uma questão global. Hoje, para mim, fizemos um jogo sofrível em termos ofensivos”, completou.

Com o empate, o Cruzeiro chegou aos 15 pontos e ocupa a 14ª posição no Campeonato Brasileiro. O time mineiro volta a jogar na próxima segunda-feira, às 20h, quando vai receber o Atlético Paranaense, no Mineirão, pela 14ª rodada.

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