quarta-feira, 3 de Agosto de 2016 15:35h Pedro Gianelli

Rio 2016: Brasil entra em campo pelo futebol feminino

O primeiro desafio da Seleção Brasileira Feminina em busca do inédito ouro olímpico será nesta quarta-feira (3), contra a China, às 16h, no Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro, pelos Jogos Olímpicos.

Nenhuma partida será fácil, mas para esta estreia as jogadoras podem contar com dicas preciosas das companheiras que jogam no Continente Asiático.
Das 22 convocadas pelo técnico Vadão, cinco jogam em clubes chineses: Rafaelle, Fabiana, Debinha, Raquel e Darlene. Para conhecermos os pontos fracos e tentarmos saber como anular as adversárias, as atletas que atuam no país asiático deram dicas sobre como vencer o primeiro jogo da fase de grupos.


Para a zagueira Rafaelle, jogadora do Changchun Club, precisa pressionar. “Eu acho que a gente precisa pressionar a saída de bola delas e forçá-las ao erro. Com espaço, elas tocam muito bem a bola, dando um ou dois toques. Precisamos fechar a linha de passe e tomar cuidado com a subida das meias abertas e, consequentemente, do cruzamento das mesmas para a atacante central. Outro ponto importante é usar a velocidade e individualidade das nossas atacantes para quebrar o forte sistema defensivo chinês. Elas marcam muito bem, mas nosso ataque é muito mais criativo e veloz”.

Para Debinha, atacante do Dalian Quanjian, marcarção alta. “Primeiro devemos pressionar a saída de bola. Nas jogadas aéreas, escanteios e faltas, jogando na China podemos notar que o forte dos chineses não são as jogadas aéreas. Com a estatura e qualidade da nossa equipe teremos vantagem sobre isso. Elas estão sempre bem compactadas, mas têm uma certa dificuldade quando o campo é maior, por isso devemos explorar as costas da zaga em velocidade. Por não ter uma zaga muito rápida, acredito que teremos grandes chances de infiltrar. Jogadas individuais e toque de bola rápido, invertendo o lado da jogada, também podem ser diferenciais para
vencermos”.

Para a lateral Fabiana, atleta do Dalian Quanjian, bola parada. “A bola parada é um ponto fundamental, porque elas não são muito boas. Também vamos que ter paciência, que algo que a comissão técnica tem cobrado de nós em todos os treinamentos”.

Para Darlene, atacante do Changchun Club e suplente da Seleção Feminina é jogo aéreo. “Elas têm a estatura baixa. Podemos nos aproveitar na bola parada. Não têm uma boa impulsão também. A camisa 9 do time da Debinha (Dalian Quanjian) não tem muita velocidade, mas é muito forte, temos que ter atenção na marcação. Elas são muito tranquilas, saem sempre jogando e não se apavoram, independentemente do que aconteça dentro de campo”.

Para a Atacante Raquel, do Changchun Club, basta uma palavra. “Paciência”!


Brasil x China duelam na rodada de abertura dos Jogos Olímpicos nesta quarta-feira (3), às 16h, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.

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