segunda-feira, 28 de Dezembro de 2015 12:31h CBF

Rio Preto venceu pela primeira vez a competição

A terceira edição do Brasileiro Feminino chegou ao fim depois de 70 jogos em quase três meses de competição

No dia 7 de setembro, a bola rolava para 20 clubes até só restarem dois, os finalistas São José e Rio Preto. Ao longo do campeonato, 258 gols foram marcados por 124 jogadoras diferentes, que avançavam de fase a medida que se classificavam nas primeiras posições A grande decisão, disputada pelas equipes do interior paulista, foi dividida em dois jogos e, no fim, consagrou o Rio Preto - campeão inédito do Brasileiro Feminino.

 

Primeira Fase:

Vinte equipes dividas em quatro grupos abriram os trabalhos no Brasileiro Feminino, disputando entre si, por cinco rodadas, no qual os dois melhores colocados avançavam à etapa seguinte. A fase inicial do campeonato pode ser traduzida em números expressivos: 161 gols foram marcados em 40 jogos - média de quatro bolas na rede por partida. O destaque da Primeira Fase foi a equipe joseense, que brilhou com 20 gols marcados e ataque mais positivo da competição. Além disso, chamou atenção pela defesa, com apenas um gol sofrido, ao lado de Flamengo, Botafogo-PB e Santos. A maior goleada ficou por conta do Adeco, campeão do Brasileiro Feminino em 2013, que aplicou 13 a 0 sobre o Duque de Caxias. Ao fim das cinco rodadas, Santos, Rio Preto, Flamengo, Adeco, São José, América-MG, Tiradentes e Botafogo-PB se classificaram para a Segunda Fase.

 

BALANÇO DA ARTILHARIA: Veja o desempenho das jogadoras e dos clubes

Segunda Fase:

Com o objetivo de dar mais equilíbrio à competição, a partir da Segunda Fase foi implantado o draft - sistema de escolhas no qual os clubes classificados puderam contar com o reforço de jogadoras da Seleção Permanente. A primeira distribuição de atletas do futebol brasileiro representa o bom momento de progresso que a modalidade vive e Marco Aurélio Cunha, coordenador de Futebol Feminino da CBF reforçou que "o momento é de avançar". Os resultados do draft foram imediatos e as craques da Seleção chegaram no Brasileirão fazendo a diferença: em duas rodadas marcaram 16 gols.

Ao fim dos 24 jogos da Segunda Fase, 83 gols foram marcados - média de 3,45 tentos - e os oito clubes foram reduzidos para quatro: Rio Preto, São José, Tiradentes e Adeco, clube que mais marcou nessa fase, 17 gols, e que menos sofreu, apenas três. A partida com mais bolas na rede aconteceu na segunda rodada, entre Santos x Botafogo-PB, com placar final de 8 a 0 e três gols de Gabi Zanotti, jogadora da Seleção Principal Feminina.

 

DRAFT DO BRASILEIRO FEMININO: Veja como ficou a distribuição das jogadoras

Semifinal

Os confrontos Adeco x Rio Preto e São José x Tiradentes foram divididos em duas partidas, de ida e de volta. Nos dois jogos inicias prevaleceu o empate em 1 a 1, deixando os finalistas em aberto. No segundo jogo, o empate pelo mesmo placar levou a partida entre Adeco x Rio Preto para as penalidades máximas e quem levou a melhor foi a equipe rio-pretense, que contou com defesa de pênalti da goleira Luciana, draftada da Seleção Permanente. Na outra semifinal, o São José soube aproveitar o apoio da torcida e aplicou goleada de 5 a 0 sobre o Tiradentes para garantir vaga na finalíssima.

Com o tropeço nos pênaltis, o Adeco encerrou participação no campeonato mas ainda assim conquistou a artilharia, com 14 gols de Gabi Nunes. A atacante, camisa 10 da Seleção Sub-20, anotou o primeiro e o último gol do clube de Osasco na competição e chegou a marcar seis vezes na mesma partida, na Primeira Fase. A artilheira sobrou no Brasileiro Feminino e marcou três a mais do que Francisleide, do São José, vice-artilheira.

 

Final

A campanha do São José se mostrou consistente ao longo da competição, e o clube chegou a incrível marca de sete vitórias seguidas e 39 gols. Já a campanha do Rio Preto somou 21 bolas na rede até a decisão, estreias vitoriosas nas fases de grupos e superação nas penalidades máximas. Com os finalistas definidos, o grande campeão do Brasileiro Feminino 2015 seria conhecido ao fim de 180 minutos.

Na primeira partida, disputada no Riopretão, o time da casa saiu na frente com gol de Ana. A vitória por 1 a 0 deu vantagem ao clube rio-pretense que precisaria de apenas um empate para levantar o troféu de campeão. Na partida decisiva, o Rio Preto abriu o placar e ampliou a vantagem com Jéssica, mas viu Francisleide deixar tudo igual para o São José. Apito final: 1 a 1 no Estádio Martins Pereira e título inédito do Jacaré.

 

TAÇA DO BRASILEIRO FEMININO 2015: Confira imagens do troféu

São José e Rio Preto já haviam se enfrentado em clima de decisão na história do Brasileiro Feminino. Em 2013, as equipes do interior paulista fizeram a semifinal - recheada de gols - que terminou em condições bem diferentes da final de 2015.

Naquela edição, uma vitória e um empate também foram construídos nos dois jogos, mas foi o São José que conquistou o objetivo de chegar na final. Na primeira partida, a equipe joseense venceu por 4 a 3 e no segundo confronto, empatou em 4 a 4. Atuais jogadoras do Rio Preto, Ana e Darlene também estavam em campo em 2013, e chegaram a balançar as redes no jogo de volta daquele ano, mas o time de São José dos Campos tinha a inspirada atacante Andressa Alves, camisa 9 da Seleção Principal Feminina, que marcou três vezes.

Leia Também

Imagem principal

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.