sábado, 24 de Setembro de 2016 10:50h Carlos Henrique

Ronaldo completa 40 anos, cheio de histórias e conquistas

Quarenta anos. Esse é o tempo de vida de um dos maio­res atletas de nossa história. Ronaldo Nazário de Lima, para muitos “Ronaldinho” em parte de sua carreira, mas “Fenô­meno” para grande parte das pessoas. O começo foi difícil, nascido em Bento Ribeiro, Rio de Janeiro, o começo foi duro, começou a jogar nos campos de pelada de lá.

Os pais, de origem humil­de, nunca se descuidaram da educação do filho, que sempre estudou em colégio particu­lar, mas, após a separação do casal, a mãe abriu mão de um emprego da Telerj enquanto estava junto ao marido e, com a separação, teve que voltar ao mercado. Situação tensa viveu a família de Ronaldo, principal­mente no aspecto financeiro. Para tristeza da mãe, Ronaldo não era bom nos estudos, mas o que o faltava em capacidade intelectual, sobrava na capaci­dade com a bola nos pés, apesar de que a cabeçada não era seu ponto forte.

Um garoto pobre, que so­nhava em chegar a algum lugar, padrão entre os jogadores de fu­tebol no Brasil, e, curiosamente, também padrão, ouviu alguns nãos ao longo de sua história. Quando atuava pelo São Cris­tovão, então com 15, 16 anos, Ronaldo teve ofertas recusadas de Botafogo e São Paulo, foi aí que foi se encaminhando a sua ida ao Cruzeiro, onde começou a sua brilhante carreira. Lá, o Fenômeno fez 44 gols em 47 jo­gos, e dali para frente, o estrelato era certo.

O próximo destino foi o futebol europeu, mais preci­samente o PSV, onde também manteve uma média altíssima de gols, 54 em 57 jogos. A pró­xima parada foi o Barcelona, e a média de gols no clube catalão continuava gigante, 47 gols marcados em 49 partidas e, naquele ano, 1996, conquistou o prêmio de melhor jogador do mundo. Em seguida, se transferiu para a Inter de Milão, ali conviveu com períodos de glória, como os títulos da Copa da UEFA de 1998, além de mais premiações de melhor jogador do mundo, e os 59 gols em 99 jogos pela Inter.

Por outro lado, períodos negros assombraram o craque, como as seguidas lesões, e a descrença do mundo que o mesmo iria dar a volta por cima. Mas ele deu e, em 2002, conse­guiu o posto mais alto de um jogador de futebol, a conquista da Copa do Mundo, com dois gols na final, contra o excelente goleiro Oliver Kahn, que acabou falhando e entregando uma das bolas nos pés do Fenômeno. Ali era motivo de orgulho e supera­ção, pois o mesmo conseguiu sair de uma situação de quase fim de carreira para ser o heroi do país do futebol, em sua últi­ma conquista mundial.

A partir dali, veio a era ga­lática, no Real Madrid. Jogar ao lado de nomes como Zidane, Raul, Roberto Carlos e Beckham era um privilégio, como tam­bém era um privilégio para estes jogarem ao lado de Ro­naldo. Foram 177 jogos e 104 gols. Após isso, teve passagem de pouco prestígio pelo Milan, mas o retorno ao Brasil era um sonho, a princípio, era um outro rubro negro que interessava, o Flamengo, mas quem apostou no craque foi o Corinthians, e ali, talvez, apesar de estar em muitas ocasiões fora de forma, o lugar onde ele foi mais feliz. Foram 35 gols, em 69 jogos. Com destaque para o golaço que marcou na Vila Belmiro em um clássico contra o Santos, além do gol em um clássico contra o Palmeiras, onde foi até o alambrado e o sacudiu, quase o derrubando, mas fazendo a festa da nação corintiana pre­sente no local.

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