sábado, 8 de Fevereiro de 2014 04:22h

Sai tabela do Brasileirão e sem a Portuguesa

Em reunião realizada nesta quinta-feira, no auditório do prédio onde funciona a sede da CBF, foi realizado sob a presidência de José Maria Marin o Conselho Técnico que aprovou a tabela do Campeonato Brasileiro da Série A 2014.

A competição terá início no dia 20 de abril, com paralisação a partir da nona rodada, no dia 1 de junho - para a disputa da Copa do Mundo - retornando no dia 16 de julho. A última rodada será no dia 7 de dezembro.
A reunião contou com a presença de presidentes e representantes dos 20 clubes que disputarão a competição e ainda do representante da Portuguesa de Desportos, que ao final agradeceu a receptividade e acolhida que recebeu no Conselho Técnico.
O presidente José Maria Marin fez um apelo enfático aos dirigentes dos clubes para a observância de acatamento às decisões da Justiça Desportiva e, consequentemente, de repudiar quaisquer tentativas de recorrer à Justiça comum. “É deplorável essa tentativa de ignorar a Justiça Desportiva, transferindo as suas decisões para a Justiça comum, o que só pode gerar consequências negativas, inclusive o risco de as competições não terminarem”.
Marin ratificou que o ambiente de incerteza e insegurança jurídica, pela tentativa de passar ao largo da Justiça Desportiva, pode ocasionar prejuízos financeiros para os clubes. Vai haver uma fuga dos patrocinadores. “O patrocinador não se sente seguro para continuar investindo e vai acabar fugindo do futebol. O que é o caso também da TV Globo - fato confirmado pelo representante da emissora na reunião”.
Esse prejuízo, inclusive, foi assumido como já um fato pelo presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil. “Todo esse clima de indefinição já fez o patrocínio em 2014 ser reduzido substancialmente. Sem o patrocínio, os clubes quebram”.
O decano dos presidentes presentes, Fábio Koff, do Grêmio, fez também um apelo veemente aos seus pares, no mesmo tom adotado pelo presidente da CBF. Ele ressaltou que o artifício de recorrer à Justiça comum compromete a credibilidade da competição e causa má impressão ao futebol brasileiro no âmbito interno e no exterior. “Temos de acabar com a baderna que vem sendo criada por esses recursos à Justiça comum. Suplico, mesmo, para que todos os clubes brasileiros façam agora um pacto de honra para aceitar as decisões da Justiça Desportiva, assumindo também o compromisso solene de não utilizar qualquer medida que eventualmente possa lhe beneficiar por iniciativa de torcedores”.

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