terça-feira, 12 de Julho de 2011 11:13h Luciano Eurides

Seleção apresenta Jadson ao Brasil

Os jogadores da Seleção Brasileira que começaram a partida contra o Paraguai, à exceção de Jadson, que foi para o campo, treinaram na academia do hotel com o preparador físico Carlinhos Neves e fizeram ainda uma atividade de regeneração na piscina, Fred com lombalgia fez um treinamento especial com o fisioterapeuta Odir de Souza. O torcedor brasileiro mal teve tempo de ver Jadson Jogar. Revelado nas divisões de base do Atlético Paranaense, em 2003, já como profissional ele se transferiu para o ShaktarDonetsk, da Ucrânia.“Foi uma proposta muito boa, que me permitiu ajudar a família. Sabia que poderia ficar esquecido, mas não tinha como recusar. Parecia mesmo o início de um exílio. Pelo menos em termos de Seleção Brasileira. Afinal, quem iria prestar atenção em um futebol tão distante do que se pratica nos países com maior tradição da Europa. “Não nesses tempos de conexão com o mundo, em que programas usados pela comissão técnica permitem aos seus integrantes assistir a jogos de todos os países”, disse. O desempenho de Jadson no Shaktar não poderia passar despercebido. Até porque ele tem no clube ucraniano status de ídolo, com cinco títulos nacionais conquistados e um campeonato da UEFA. A atuação do meia nos Jogos da Liga dos Campeões da Europa chamaram a atenção de Mano Menezes e o levaram à Seleção. Convocado para o amistoso contra a França, foi chamado na sequência e começou na partida contra a Romênia, na despedida de Ronaldo, pela primeira vez como titular. “Acho que fiz uma boa partida, consegui dar bons passes para os atacantes, que é o que gosto de fazer e é minha melhor característica” falou. O chute bem colocado de fora da área também é uma qualidade. Como aconteceu no primeiro gol que marcou no Paraguai e que comemorou parecendo mostrar que o torcedor brasileiro pode, sim, confiar no seu futebol. “Acho natural que o torcedor fique desconfiado, afinal não me conhece, estou há muito tempo longe do Brasil. Mas assim como já escrevi a minha história na Ucrânia, quero mostrar que posso ser importante para a Seleção”, considerou. É o que Jadson procura fazer na rotina da Seleção, aplicando-se nos treinos para mostrar que pode ter seu espaço em um grupo tão qualificado como este que está na Argentina. Muito querido pelos companheiros, que o chamam de "minicraque", Jadson se sente bem à vontade no grupo para continuar na sua batalha para conquistar cada vez mais credibilidade com a camisa da Seleção. “O grupo é muito legal. fui muito bem tratado desde a primeira convocação e estou à vontade para mostrar o meu futebol”, finalizou.

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