quinta-feira, 8 de Setembro de 2016 17:45h Agência Brasil

Seleção feminina de basquete em cadeira de rodas ganha fácil da Argentina

Com vitória arrasadora, a seleção brasileira de basquete feminino em cadeira de rodas ganhou hoje (8) das argentinas por 85 a 19 nesta segunda partida da fase de grupos dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Logo no primeiro quarto do jogo, o Brasil já havia marcado 22 pontos contra quatro da Argentina.

A vantagem do Brasil se manteve até o fim da partida, com 18 a 4 no segundo quarto, 23 a 5 no terceiro e 22 a 6 no último quarto.

Mais cedo, as canadenses ganharam das britânicas por 43 a 36. Amanhã (9), o time feminino argentino joga às 10h contra as britânicas e a seleção brasileira enfrenta, às 15h, a da Alemanha.

O basquete em cadeira de rodas começou a ser praticado por ex-soldados norte-americanos feridos na Segunda Guerra Mundial. As mulheres passaram a disputar a modalidade em 1968, nos Jogos de Tel Aviv.

Os países com maior número de medalhas na categoria feminina são Estados Unidos, Alemanha e Israel. Os Estados Unidos também lideram na categoria masculina, seguidos da Inglaterra e Israel. O Brasil ainda não conquistou medalhas na modalidade nas Paralimpíadas.

Técnico

O técnico Martoni Moreira Sampaio comemorou os poucos erros da equipe. “Tivemos um ataque consciente, um controle de bola, quase não perdemos bola. Erramos muito pouco e isso foi um diferencial”, disse Sampaio.

“Temos de controlar a euforia, pois amanhã jogamos contra a campeã olímpica [Alemanha], mas se jogarmos com o nível de acertos que obtivemos hoje faremos um jogo equilibrado. Com essa torcida em cima, o outro lado sente um pouquinho”, comentou o técnico.

A atleta Vileide Almeida, Vivi, há oito anos na seleção feminina, disse que a participação e o entusiasmo da torcida foi fundamental para a vitória. “Não tenho palavras para essa energia, para essa torcida brasileira. No jogo contra a Alemanha, tenho certeza que a torcida vai empolgar de novo e será uma festa.”

Maior cestinha da partida, Vivi lamentou que, por questões financeiras, a família não tenha assistido a partida.

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