sexta-feira, 20 de Junho de 2014 06:45h Atualizado em 20 de Junho de 2014 às 06:48h.

Seleção joga sob ameaça na próxima segunda-feira

Não é inédito, mas a Seleção Brasileira está longe de ter o costume de entrar em campo na sua última partida na fase de grupos da Copa do Mundo correndo riscos de ser eliminada.

E a importância do duelo com Camarões, na próxima segunda-feira, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, altera os planos da equipe dirigida por Luiz Felipe Scolari e a obriga a jogar com sua força máxima e no limite na rodada final do Grupo A da competição.
Após derrotar a Croácia por 3 a 1 na abertura da Copa, na última quinta-feira, em São Paulo, a seleção entrou em campo nesta terça-feira em Fortaleza com a intenção de vencer o México para encaminhar a sua classificação às oitavas de final, que poderia ser sacramentada nesta quarta-feira com uma vitória croata ou mesmo um empate dos rivais na primeira rodada com Camarões. Não deu certo, afinal, o Brasil não passou de um 0 a 0 com o México.
Assim, a Seleção entra na rodada final da Copa sob risco de eliminação, que pode ser encerrado com uma nova igualdade, dessa vez com os camaroneses. Mas jogar na rodada final ameaçado não acontecia com o Brasil desde 1978, quando empatou com Suécia (1 a 1) e Espanha (0 a 0) nos seus dois primeiros jogos na competição e só avançou graças ao triunfo por 1 a 0 sobre a Áustria, com o gol marcado por Roberto Dinamite.
Desde então, a Seleção passou a sobrar na fase de grupos. Por oito Copas seguidas, entre 1982 e 2010, o Brasil venceu seus dois primeiros jogos, transformando o terceiro em um mero amistoso de luxo. Assim, até tropeçou por três vezes, nos empates com Suécia (1 a 1), em 1994, e Portugal (0 a 0), em 2010, e na derrota para a Noruega (2 a 1), em 1998, na rodada final da sua chave.
A necessidade de se classificar no confronto com Camarões fará com que a Seleção jogue com a sua força máxima na próxima segunda-feira. E havia a expectativa para que, caso a vitória sobre o México fosse definida rapidamente, jogadores advertidos diante da Croácia forçassem o segundo cartão amarelo para cumprirem a suspensão contra os camaroneses.
Esses eram os casos específicos do volante, Luiz Gustavo, e do atacante, Neymar. Ambos, porém, não puderam "provocar" o novo cartão. Além disso, viram o zagueiro, Thiago Silva, e o volante, Ramires, serem advertidos. Assim, agora o Brasil tem quatro jogadores pendurados, incluindo o seu craque e também o seu capitão para a sequência da Copa.
Felipão, então, não poderá repetir o expediente adotado em 2002, quando poupou alguns titulares na vitória por 5 a 2 sobre a Costa Rica, na rodada final do Grupo C. A partida contra Camarões agora será para valer e a preparação começará nesta quinta-feira, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), ainda com a indefinição sobre o atacante Hulk, que não enfrentou o México em razão de dores musculares.

 

 

 

 

 

Holanda em segunda vitória
Foi muito mais difícil que o esperado, mas a embalada Holanda conseguiu a sua segunda vitória na Copa do Mundo ao derrotar a Austrália nesta quarta-feira, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, e encaminhou a classificação no Grupo B. Em um jogo cheio de alternativas e imprevisível, o time europeu abriu o placar, levou a virada, mas voltou a ficar à frente para vencer por 3 a 2.
Robben e Van Persie voltaram a marcar e se igualaram na artilharia da Copa com três gols, ao lado de Thomas Müller, da Alemanha. Memphis Depay marcou o terceiro dos holandeses, que chegaram a seis pontos. Pelo lado australiano, que permanece sem pontuar, os gols foram de Tim Cahill e Jedinak.
A Holanda voltará a campo para enfrentar o Chile na segunda-feira, no Itaquerão, podendo já estar classificada dependendo do resultado da partida entre chilenos e espanhóis ainda nesta quarta, no Rio. A seleção de Louis van Gaal, no entanto, não poderá contar com o atacante Van Persie, suspenso pelo segundo cartão amarelo.
Já a Austrália vive situação inversa e pode enfrentar a Espanha também na segunda, na Arena da Baixada, em Curitiba, sem chances de classificação. Para piorar, seu principal jogador, Tim Cahill, também está fora por suspensão.

 

 

 

 

 

Invasão
Pelo menos 200 torcedores invadiram correndo o Centro de Mídia da Fifa no Maracanã, estádio onde acontece na tarde desta quarta-feira o jogo entre Espanha e Chile, pela segunda rodada da Copa do Mundo. Quase todos vestidos com camisas da seleção chilena, os invasores passaram correndo pela entrada com detectores de metal. E invadiram, a seguir, o espaço exclusivo para os cerca de 800 jornalistas que trabalham no local.
Sem saber para onde ir, eles corriam para todos os lados. Em pelo menos três pontos, paredes de metal foram derrubadas sobre os equipamentos. O esquema de segurança do local foi insuficiente para conter os invasores. Depois, porém, os seguranças privados contratados pela Fifa conseguiram controlar parte da confusão.
Um invasor que se identificou como Milton Duran, de 34 anos, afirmou que o grupo decidiu pela invasão ao estádio por não ter ingressos para o jogo entre Espanha e Chile. "Estamos dispostos a pagar R$ 1.000 cada ingresso, mas não conseguimos. Decidimos, então, invadir", disse ele.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.