sexta-feira, 9 de Novembro de 2012 12:57h Gazeta do Oeste

Sem grandes clubes de BH, Arena do Jacaré pensa em alternativas para lucrar

Nesta sexta-feira, a Arena do Jacaré completa seis meses sem receber jogos das equipes profissionais de Belo Horizonte. O estádio que foi a casa de América, Atlético e Cruzeiro por quase dois anos, entre junho de 2010 e maio de 2012, atualmente recebe partidas da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, da Copa do Brasil Sub-20, do futebol amador de Sete Lagoas, jogos particulares e até duelos de rúgbi.

Dono do local, que está em comodato com o Governo de Minas Gerais pelos próximos oitos anos, o Democrata divide a Arena com o recém-criado Minas Futebol. Porém, os clubes de Sete Lagoas levam em média apenas 120 torcedores às arquibancadas. Incluindo as partidas dos clubes da capital, apenas R$ 34 mil foram arrecadados, em jogos oficiais, durante o ano. Desta forma, é preciso buscar alternativas para que o estádio não onere os cofres públicos. Em contato com o Superesportes, o diretor-geral da Ademg, Ricardo Raso, revela o que está sendo feito para que não haja prejuízo.

“Os jogos particulares estão entre as maiores rendas da Arena. Em média, uma partida sai ao custo de R$ 15 mil, mas este valor varia entre R$ 2.500 e R$ 27 mil, dependendo dos equipamentos que o contratante solicita na hora de firmar o contrato de aluguel. E são estes tipos de eventos que impedem que o estádio dê prejuízo”, explicou. 

A reportagem conversou com o presidente do Democrata, Flávio Reis. Ele afirmou que as partidas pouco interferem no orçamento do Jacaré, pois o contrato feito não rende dinheiro ao clube quando o estádio é alugado. “O contrato foi mal elaborado pela diretoria da época, pois o Democrata não recebe nada em eventos realizados na Arena. O que o Democrata recebeu não saldou a dívida do time, e atualmente a conta a ser paga é muito maior para o Jacaré, já que o próprio clube tem um prejuízo em torno de R$ 4 a R$ 5 mil por partida em casa. Não critico quem comandava o clube na época, mas era preciso ter tido um pouco mais de maldade, já que o governo não tinha boas opções para transferir os jogos. Com certeza, se o clube tivesse participação neste tipo de negócio, a situação do Democrata seria melhor. Poderia, por exemplo, ter sido feito um contrato nos moldes do que o América fez para reforma do Independência.”

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