quarta-feira, 30 de Abril de 2014 05:28h Atualizado em 30 de Abril de 2014 às 05:30h.

Sem privilégios, Ronaldinho terá que mostrar serviço

Salário alto, idolatria nacional ou internacional, currículo recheado de títulos ou moral com a torcida: nada disso servirá de parâmetro para que o técnico, Levir Culpi, escale os onze titulares do Atlético.

O treinador, que substituiu Paulo Autuori no comando alvinegro, deixou claro que atuará quem estiver bem.
O recado, inclusive, ganhou uma proporção bem maior por também servir para Ronaldinho Gaúcho, camisa 10 e uma das maiores contratações dos 106 anos da história do clube. “Tirar o Ronaldinho para mim é como tirar qualquer jogador. Fiz uma palestra rápida com eles e falei que o jogador é número. Quantos chutes, passes, gols, assistências... O melhor jogador está dentro da estatística. Quem acompanha o basquete americano, por exemplo, sabe que o melhor jogador deles é o que faz mais cesta, dá mais assistência”, afirma Levir.
Reestreando com derrota no comando do Galo, Levir, que já passou pelo time alvinegro em outras três oportunidades, se reuniu com o grupo e destacou que vai priorizar os números individuais. O treinador, que viveu o futebol japonês nos últimos sete anos,  traz de lá a  experiência de conviver com um povo que trabalha muito mais com a razão do que com a emoção. “Então é isso: tem que ficar num número alto de aproveitamento. Se não, não fica no time. Não importa se é o Ronaldinho ou menino do júnior. O jogador tem que ter um número considerável de números favoráveis para se manter no time, e isso serve para qualquer um.”
Ronaldinho Gaúcho chegou ao Atlético no dia 04 de junho de 2012 e foi fundamental nas campanhas do vice-campeonato brasileiro, no título da Copa Libertadores e no terceiro lugar do Mundial de Clube da Fifa. Em 2014, recuperado de lesão, o armador não fez as mesmas boas atuações e vem sendo bastante criticado por parte da imprensa e também pelos torcedores.

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