sexta-feira, 22 de Maio de 2015 12:25h Atualizado em 22 de Maio de 2015 às 12:36h. Luciano Eurides

Sonho de ser um jogador de futebol leva centenas de adolescentes ao Farião

Jogar futebol é o que quase duzentos adolescentes mais gostam de fazer

O fazem por prazer e muitas vezes, com todas as dificuldades de falta de apoio e estrutura física. O Guarani convocou os nascidos em 98 e 99 para selecionar um time para jogar a Taça BH. Centenas atenderam ao chamado, alguns sem atestado médico e tiveram que retornar para casa, com a certeza de outra oportunidade no dia seguinte, outros treinaram e tentaram convencer os observadores do potencial deles.

Os times definidos na lista de chegada. Com a documentação conferida, os jovens foram posicionados de acordo com as informações deles. Colocados em campo e trinta minutos de bola rolando. No mesmo campo 22 adolescentes, muitos nunca se viram, mas o sonho era o mesmo. A bola poucas vezes chegava aos pés do candidato a jogador de futebol, por isso tinha de fazer o melhor.

Alguns chamaram a atenção, como o zagueiro Guilherme, de Dores do Indaiá, e relembrado por alguns, pois ele já defendeu a camisa do Flamengo do Mendes Mourão. Ainda outro zagueiro de Carmópolis de Minas, mais pela estatura, pois os atacantes adversários não o intimidaram. Outros de qualidade comprovada por títulos já encontraram dificuldades. Os aguardados atletas Rubro Negros, campeões e bicampeões da Imef ficaram por último e tirado deles a maior arma: o entrosamento. Mesmo assim Jonas, Felipe Alexandre, Pablo, Michael e muitos outros, mostraram o talento. Surpresa no posicionamento de alguns. O lateral Gustavo da Pinta jogou de volante e mostrou a versatilidade necessária. Felipinho (de Luz) esteve presente em campo, mas jogou em uma equipe tecnicamente fraca, arrancou suspiros das arquibancadas lotadas. Nenhuma certeza, mas o goleiro Vitinho agradou a gregos e troianos, conseguiu a unanimidade.

São apenas alguns segundos com a bola no pé e certamente muita coisa se passa na cabeça do jovem atleta. A ansiedade, o excesso de vontade, o desconhecimento do campo, a falta de entrosamento, um dia difícil ou tudo somado. Isso em alguns segundos para ele e a bola se entenderem e transmitirem aos observadores o desejo dele. Estiveram na observação: Hgamenon (ex-jogador e professor de escolinha de futebol), Renato Montack (diretor de futebol do Guarani) e Marco Túlio Cordeiro (treinador).

As observações continuam, e na tarde de hoje acontece o momento de dizer aqueles que iniciam a preparação. Não é o fim para nenhum dos jogadores, apenas o começo. Será selecionado o número necessário para iniciar um trabalho, entre 35 a 40 atletas, com o desenvolvimento das atividades o grupo vai diminuindo, serão apenas 25 inscritos na competição.

O fato de ser escolhido para este grupo de trabalho não garante futuro algum, da mesma forma, a negativa nesta seletiva não impõe o fim do sonho. O atleta Tiago Balaio é o melhor exemplo. Atuando no Palmeiras de Divinópolis foi para o Cruzeiro e hoje defende o Ipatinga, o diferencial é que ele foi escolhido quando já atuava na categoria juniores. Nunca é tarde para realizar um sonho.

 

 

Créditos: Luciano Eurides

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