segunda-feira, 12 de Novembro de 2012 02:43h Gazeta do Oeste

Torcedores levam Cruzeiro do "inferno ao céu" em vitória de virada sobre o Bahia

Dentre todos os esportes, o futebol é o que mexe mais com o emocional dos torcedores. No calor do jogo, se o time do coração está bem na partida, a torcida tende a apoiar e incentivar. No entanto, se a atuação é abaixo do esperado, logo vêm vaias e os protestos contra o fraco desempenho do time dentro das quatro linhas. O confronto entre Cruzeiro e Bahia, na noite deste domingo, na Arena Independência, exemplificou muito bem essa situação.

O início do jogo foi difícil. Com o Bahia levando perigo em alguns lances, a torcida cruzeirense ficou impaciente, porém, tentou incentivar com os cantos tradicionais. À medida que o time protagonizava algum lance de perigo, a intensidade da voz das arquibancadas aumentava.

No entanto, o torcedor celeste viu Fahel fazer 1 a 0 para o Bahia ainda no primeiro tempo. Assim que levou o gol, a reação dos cruzeirenses foi totalmente adversa ao time. Protestos contra a diretoria, principalmente ao presidente Gilvan de Pinho Tavares, e cobrança por reforços passaram a ecoar das cadeiras do Independência. O incentivo, que foi característica forte antes do gol dos baianos, transformou-se em revolta.

O Cruzeiro foi para o intervalo em desvantagem e sob vaias da torcida. No início do segundo tempo, a Raposa começou melhor e logo os cantos de incentivo voltaram. Logo, Martinuccio fez o gol de empate e teve o nome cantado por todo o estádio. O time celeste foi do inferno ao céu. Inflamados, os torcedores voltaram a incentivar e utilizaram o fato de, mais cedo, o Fluminense ter sido campeão brasileiro para lançar provocações ao arquirrival Atlético.

Não demorou muito para que os mais de 7 mil torcedores fizessem barulho novamente. De novo, o argentino Martinuccio balançou as redes e virou o jogo para o Cruzeiro. A festa tomou conta do público, que passou a revezar incentivos à Raposa e provocações ao Atlético.

Com o Cruzeiro em vantagem, até as substituições passaram a ser aplaudidas pela torcida. Somente na entrada de William Magrão é que pequena parte do público ameaçou iniciar o coro de “burro” contra Celso Roth. Porém, o camisa 15 foi o autor do terceiro gol e logo teve o nome gritado por todos no estádio. Aplausos e incentivos marcaram a reação da torcida até o final da partida.

Com a vitória, o Cruzeiro está livre de qualquer risco de queda para a Série B do Campeonato Brasileiro. O time celeste subiu para a 10ª colocação na tabela, com 46 pontos. O próximo duelo será contra o campeão Fluminense, no domingo que vem, às 17h, no Engenhão.

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