sexta-feira, 27 de Maio de 2016 13:31h UEFA

Trabalho será a palavra-chave na final da Champions League, dizem Zidane e Simeone

Diego Simeone afirmou que o trabalho intenso e a capacidade de se reinventar têm sido decisivos para o Atlético, enquanto Zinédine Zidane quer que o Real Madrid “deixe tudo em campo".

Os treinadores de Real Madrid e Atlético de Madrid analisaram como será a grande final da Champions League amanhã (28), às 15h45 - horário de Brasília, no Estádio San Siro, em Milão, na Itália

 

Equipes prováveis

 

Real Madrid: Navas; Carvajal, Pepe, Ramos, Marcelo; Casemiro, Kroos, Modric; Bale, Benzema, Ronaldo.

Ausentes: Varane (coxa)

Em dúvida: ninguém

Atlético: Oblak; Juanfran, Godín, Giménez, Filipe Luís; Koke, Gabi, Fernández, Ñíguez; Griezmann, Torres.

Ausentes: ninguém

Em dúvida: ninguém

 

Zinédine Zidane, treinador do Real Madrid


"O Ronaldo tem sentido algumas dores, mas está bem. Vai estar a 100 por cento. Tem um pequeno toque, mas são coisas que desaparecem quanto se tem de jogar uma final da Champions League.

Vai ser um jogo difícil, certamente, extremamente difícil, mas já sabíamos e estamos preparados para isso. Tivemos duas semanas para preparar e os jogadores só querem que a bola comece a rolar.

Vejo os jogadores da mesma forma que em Lisboa. Só falta um jogo. Estamos todos muito felizes por estar nesta final. Estamos preparados e isso é o mais importante: estamos preparados para jogar. Trabalhamos muito para alcançar este objetivo. Estou satisfeito com o trabalho que realizamos. Sofremos muito, mas não é possível chegar a uma final sem sofrimento. Sabemos o que precisamos fazer e aquilo que vamos ter de voltar a fazer, sem dúvida. É perfeitamente normal sentir dificuldades numa final. Quem quer ganhar tem de sofrer.

Perder não será um fracasso. O fracasso está na atitude, se não dermos o máximo. É apenas um jogo de futebol, nunca se sabe o que vai acontecer, mas posso garantir que estamos bem preparados. Perdemos alguns jogadores desde 2014, mas a filosofia deste clube é sempre a mesma. Temos uma grande história: união, esforço, companheirismo e, quando chega a hora de jogar, qualidade e deixar tudo em campo. Queremos repetir tudo isto.

Quando o jogo começar, vou estar mais ansioso [do que quando era jogador], mas isso é normal, faz parte do trabalho de um treinador. Gosto deste tipo de pressão. Vivi-a como jogador, mas como treinador é completamente diferente. O Carlo Ancelotti disse-me isto muitas vezes. Disse-me antes da final em Lisboa: "Espero que um dia sinta isto como treinador principal". Aqui estamos, por isso recordei-me do Carlo.

Acima de tudo, temos de defender bem, especialmente quando não tivermos a bola. Depois, as nossas armas têm de funcionar bem no ataque. O que temos de fazer é correr: correr, correr, correr".

 

 

 

 

Diego Simeone, treinador do Atlético


"O jogo vai ser muito tenso, muito mesmo, especialmente no início. O Casemiro permite que recuperem melhor sempre que perdem a bola. Quem ganhar as primeiras batalhas no meio-campo estará em vantagem. O Real Madrid, com a sua qualidade técnica, pode tentar sair mais para o jogo.

O clube, os jogadores, o grupo que criamos, tem vindo permanentemente a reinventar-se. Este é o aspecto mais valioso neste clube. Todas as pessoas trabalham com a ideia de melhorar, sempre evoluir, a vida é assim. Se trabalharmos, trabalharmos, trabalharmos, acabamos por conseguir o que pretendemos.

Jogar uma final é absolutamente fantástico, mas vencer é ainda melhor. Essa experiência leva-nos a querer continuar a viver estes momentos. Não é fácil. Temos de nos reerguer, estarmos sempre a reinventar-nos, mudar de jogadores, mas sem alterar o compromisso, os valores e o trabalho. Se continuarmos a trabalhar, insistirmos, conseguiremos coisas boas.

Não vamos fazer grandes mudanças para este jogo, nenhuma equipe irá fazer. O Real Madrid não mudou muito [desde 2014], nós sofremos mais alterações, mas mantemos a mesma estrutura. O Casemiro torna o Real Madrid muito mais perigoso no contra-ataque, foi dessa forma que jogaram nos dois jogos das semifinais com o Manchester City. Muitas pessoas pensam que isso é mau, mas eu não. Podem surgir várias situações durante um jogo, mas tenho a certeza que, se tiver espaço, o Real Madrid é muito perigoso.

Gosto de ter 113 anos de história sobre os meus ombros, gosto disso, adoro a pressão. Agora só fico satisfeito com a vitória".

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