terça-feira, 11 de Outubro de 2016 17:11h Carlos Henrique

Vitor Belfort é atropelado e Dan Henderson se aposenta com derrota, mas em grande estilo

CARLOS HENRIQUE
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Bom, nas papeletas e com justiça, apesar da margem para interpretação, mas o inglês Michael “The count” Bisping fez o dever de casa e venceu. Mas se temos um gigante na noite deste sábado em Manchester, foi o grande veterano Dan “Hendo” Hen­derson. Em 2009, os dois se encontraram no histórico UFC 100, e a “H-Bomb” entrou com tudo e levou Bisping à lona. Desta vez, aos 46 anos, a “H-bomb” entrou em duas oportunidades, nos dois pri­meiros rounds, mas o melhor condicionamento e menor idade fizeram a diferença a favor do inglês.

Em cinco rounds bastante intensos, todos eles de de­senvolmento em pé, Bisping estava controlando o centro, mas deixando brechas em sua defesa, deixando o queixo desprotegido, e, no final do round 1, acabou levando um knockdown, quase um replay do que deu a vitória para Dan em 2009. Um 10-8 seria per­feitamente plausível, mas foi marcado um 10-9.

O segundo round acabou tendo quase o mesmo desti­no, com mais desenvoltura, Bisping foi dominando, ven­cendo, mas, no final, a mão de Dan entrou no rosto do inglês, o que, para alguns, garantiu o round para o americano, mas, para outros, por causa do controle de Bisping, o knock­down não foi suficiente para a virada.

Já nos três últimos rounds, a condição fisica de Hendo começou a pesar. Bisping começou a administrar mais o combate e, apesar de alguns bons golpes terem entrado a favor do americano, o mesmo não teve explosão para tentar a vitória e Bisping acabou levando todos os rounds e ven­cendo. Após a vitória, Bisping desafiou os outros postulan­tes, Romero, Weidman, Jacaré e Luke. Um desses quatro será o adversário de Bisping pela próxima disputa de cinturão.

Mas na principal luta da noite pelo nosso país, Vitor Belfort acabou não obtendo sucesso e, após conseguir sobreviver, mesmo perdendo o primeiro assalto, que foi muito equilibrado, no se­gundo, após um chute alto, que já foi arma de Belfort em duelos contra Bisping, Hen­derson e Rockhold, desta vez, o feitiço acabou virando-se contra o feiticeiro e Moussasi nocauteou o brasileiro. Após a vitória, Moussasi pediu An­derson Silva, que ainda não tem adversário, apesar de que os boatos fortes dão conta que ele fará uma superluta contra George St-Pierre, ex-campeão peso meio-médio, parado há três anos.

Outros três brasileiros competiram nesta noite. Em duelo de brasileiros e por decisão dividida, Leonardo Santos bateu Adriano Martins. Em outra luta de brasileiro, Iuri Alcântara venceu Brad Picket por finalização a 1 minuto e 59 segundos do primeiro round.

Outros combates impor­tantes aconteceram nos pesos pesados e meio pesados. Nos pesados (categoria até 120kg), Steven Struve venceu Daniel Omielanczuk por finalização a 1: 41 do segundo round. Dono da maior altura e envergadura do evento, com 2,11m de al­tura e 2,14m de envergadura, o holandês, que tem no seu cartel vitórias contra o brasi­leiro Antonio Pezão e contra o atual campeão, Stipe Miocic, pede mais uma chance con­tra adversários importantes, para, quem sabe, melhorar no rankeamento do evento.

Ovince-St Preux, que na última luta havia resistido cinco rounds contra o sempre poderoso Jon Jones, desta vez não foi páreo para o bom Jimi Manuwa. Aos 2:38 do segun­do round, Manuwa aplicou um nocaute impressionante e assustador, que quase de­sacordou St-Preaux. Vitória sem contestação, em combate valendo pelos meio-pesados (categoria até 93kg).

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