sábado, 1 de Setembro de 2012 08:56h Gazeta do Oeste

Acidente sob suspeita volta a ser investigado após mais de dois anos em Minas

Dois anos e sete meses depois da morte da universitária Isabella Maciel de Macedo e Moreira, de 23 anos, em Buritis, no Noroeste de Minas, a Superintendência da Polícia Civil decidiu reabrir inquérito diante da suspeita de que a jovem não foi vítima de acidente de trânsito, mas de assassinato. Desde o início, o pai dela, o empresário Eduardo Siqueira Moreira Soares, de 50, ex-funcionário de uma montadora de automóveis e com experiência em acidentes de trânsito, suspeitou de algo errado e desconfiou das explicações do namorado da filha, o engenheiro Amir Miguel de Souza Filho, de 26, motorista da caminhonete Mitsubishi L200 Triton que teria capotado numa estrada vicinal, depois de cair numa vala, em 31 de janeiro de 2010.

 

O empresário contratou dois peritos de juizados cíveis e da Polícia Civil de Minas para análises técnicas e comparação das avarias no veículo com as lesões no corpo da vítima. O laudo concluiu que as características dos danos na caminhonete demonstram “que eles foram produzidos com a participação proposital e dolosa do elemento humano”.


Ainda de acordo com o laudo, a que o Estado de Minas teve acesso, a ausência de manchas de sangue no interior do veículo, associada à integridade das estruturas ali existentes, levaram os peritos a concluir que houve agressão contra a vítima em local externo ao veículo e não determinado pelos documentos dos autos, segundo revela relatório encaminhado à Superintendência da Polícia Civil. “Imperioso reafirmar, portanto, que os ferimentos na vítima Isabella também não foram decorrentes do semicapotamento intencionalmente tramado da caminhonete L200”, completa o laudo.

 

Diante de indícios de que não houve acidente, o chefe do Departamento de Investigações (DI), delegado Wagner Pinto de Souza, designou uma equipe de policiais para investigar o caso em Buritis. Amir será ouvido em Brasília (DF). “Estou apenas aguardando o inquérito para mandar minha equipe para Buritis. Inclusive já designei um delegado e ele está autorizado pela Superintendência da Polícia Civil”, disse Wagner Pinto, que analisou os laudos encomendados pelo pai da vítima, mas prefere não se manifestar sobre o caso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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