terça-feira, 4 de Setembro de 2012 10:34h

Advogado do Cruzeiro crê em absolvição do clube em julgamento no STJD nesta 4ª

Denunciado pela procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por incidentes no clássico contra o Atlético, o Cruzeiro pode ser punido com perda de mando de campo em até 20 jogos no Campeonato Brasileiro. Porém, o advogado responsável pela defesa do clube no julgamento desta quarta-feira, Sérgio Rodrigues, avalia que a aplicação de pena máxima é improvável.

 

 

“Nunca vi o tribunal aplicar pena máxima, mesmo em casos de reincidência. Então não tenho preocupação com pena máxima, porque têm de ser consideradas todas as precauções que o clube tomou. Mas, infelizmente, não conseguiu evitar essa situação”, analisou o advogado do Cruzeiro, em entrevista ao Superesportes.

 

Sérgio Rodrigues ressaltou que o Cruzeiro espera ser absolvido no julgamento desta quarta e evitar a perda de mando. “Nossa expectativa de que o Cruzeiro não seja punido. Pela aplicação da lei, o Cruzeiro cumpriu todos os requisitos que são pedidos para não ter qualquer responsabilidade”, afirmou.

 

 

O departamento jurídico do clube planeja demonstrar ao STJD que o Cruzeiro fez o possível para evitar o arremesso de objetos ao gramado na partida contra o Atlético. “Não tem muito mistério. O código é claro, então é demonstrar que o Cruzeiro tomou todas as precauções possíveis, como ações de marketing para não lançar objetos, requisição de polícia no clássico, identificação de torcedores que fazem isso, que é o que o código determina. Tomamos todas as precauções possíveis para evitar qualquer punição, para evitar qualquer contratempo. Esse seria o motivo para pedirmos que não seja aplicada qualquer punição”, disse Sérgio Rodrigues.

 

Com a identificação de ao menos três torcedores que arremessaram objetos no gramado, o Cruzeiro crê que tem provas suficientes para buscar a absolvição. “A gente tem de analisar de acordo com a lei. O parágrafo terceiro do artigo 213, que é o que pune, determina comprovação da identificação dos autores do episódio. Nós reunimos provas suficientes para demonstrar a inexistência de responsabilidade do clube. O BO (boletim de ocorrência) consta que jogaram objetos, não diz se foram três, quatro ou cinco (objetos). Por isso, a gente entende que já é o suficiente”.

 

 

 

 

 

 

 

 

SUPERESPORTES

© 2009-2018. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.