quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014 06:31h

Agronegócio mineiro recebe missão da Organização Mundial de Saúde Animal

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG) e outras entidades do agronegócio mineiro se reuniram na manhã dessa quarta (19/2) com o governo estadual e membros da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), em BH.

O objetivo da entidade internacional é conhecer e avaliar o serviço veterinário brasileiro, oferecendo soluções para otimizar a sanidade no país, em acordo com exigências do mercado mundial.

A comitiva da OIE ouviu representantes da FAEMG, Sinduscarnes, Silemg, Avimig e do Conselho Regional de Medicina Veterinária. Entre os pontos fortes, destaque foi o bom relacionamento dos órgãos governamentais com as entidades e os produtores, com diálogo constante e frequente realização de consultas públicas. Por outro lado, as críticas se centraram na alta burocratização dos processos e na necessidade de atualização e adequação da legislação à realidade do agronegócio atual.

A coordenadora da Assessoria Técnica da FAEMG, Aline Veloso, destacou a importância de unificação de metodologias municipais, estaduais e federais para simplificar os processos e favorecer o desenvolvimento do setor e expansão de mercados. Como exemplo, destacou a implantação da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), resultado de parceria firmada entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA): “Ela se torna sinônimo de agilidade com a unificação de dados referentes ao rebanho bovino, com emissão de guias eletrônicas, e de mais facilidade de acesso para os produtores. Representa também grande avanço ao garantir muito mais transparência nos processos e informações dos animais, dando mais credibilidade à carne brasileira”.

Aline lembrou ainda outro mecanismo bem sucedido:  “As Câmaras Temáticas (ou setoriais) têm sido muito importantes como espaço de debate, fórum de consulta e de interação entre as partes interessadas, e são o fomento para a implementação de políticas agrícolas cada vez mais em sintonia com as demandas e a realidade do setor”.

| CNA

A comitiva da OIE esteve também na sede da CNA, em Brasília, na última semana. Durante o encontro, o vice-presidente diretor da CNA, Eduardo Riedel, destacou o foco do setor agropecuário brasileiro no mercado internacional, com o objetivo de conquistar cada vez mais mercados para a carne brasileira, o que reforça a importância de se ter um serviço veterinário eficiente. “Recentemente, abrimos escritórios da CNA na China e na União Europeia para entender melhor estes mercados. Estamos conversando mais com os agentes de comércio internacional dos mercados onde os produtos brasileiros estão inseridos”, afirmou.

O coordenador de sanidade da CNA, Décio Coutinho, explicou também o funcionamento e vantagens da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA) aos técnicos. Lembrou que a maior parte dos estados brasileiros já aderiu à PGA, que, em breve, deverá se tornar a maior plataforma de banco de dados do mundo.

Para o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques, que também é presidente da Comissão Regional da OIE para as Américas, o Brasil tem uma responsabilidade global em razão das relações comerciais que mantém com o mundo e tem feito “o dever de casa” no que diz respeito ao controle rigoroso da sanidade animal para a conquista de mais mercados. Como resultado deste controle, ele disse que, em breve, todo o território brasileiro deverá ser reconhecido como área livre de febre aftosa.

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