terça-feira, 14 de Agosto de 2012 11:21h Gazeta do Oeste

Alerta contra o tempo seco e o risco de queimadas

Mais de 50 dias de estiagem e as nuvens acinzentadas no céu mineiro ainda não representam chegada de chuva. Causam, no entanto, bem estar porque trazem umidade. O tempo seco deu uma trégua desde o fim de semana e, segundo meteorologistas, a umidade mínima está em torno de 40% a 45%. Até a última sexta-feira, a umidade ainda era extrema, de apenas 30%, mas a circulação marítima que vem do oceano atlântico trouxe nebulosidade e amenizou o clima na região. A previsão, no entanto, é que o sol predomine já a partir de amanhã. Com isso, a temperatura sobe e o clima volta a ficar seco, o que aumenta o risco de focos de incêndios. Desde junho, segundo o Corpo de Bombeiros, foram registradas 2.238 ocorrências em todo o estado, uma média de 31 atendimentos por dia. Na Serra do Curral, dentro da área do Parque das Mangabeiras, funcionários foram treinados para atuar na mata e monitoram o local com binóculos e câmeras.

 

 

De acordo com o assessor de imprensa dos bombeiros, capitão Frederico Paschoal, os casos têm se intensificado nos últimos dias. Na sexta-feira, por exemplo, foram 34 ocorrências só na capital. Segundo ele, um batalhão de 1.200 bombeiros dos setores administrativos foi treinado para combater incêndios florestais e está em alerta para qualquer ocorrência. Em casos de emergência, eles vão para as florestas. “Estamos chegando ao período mais crítico, que é o fim de agosto e o início de setembro. Por causa da estiagem a vegetação fica mais seca, a umidade fica mais baixa e o tempo mais quente”, explica. “Este momento propicia o início dos focos e também a propagação, mas nada se compara ao ano passado, quando Minas Gerais registrou um período de seca ainda mais intenso.”

 

Desde o fim de junho, a Serra do Curral teve três casos de incêndios. Os brigadistas acompanham a fumaça pelas câmeras do circuito de monitoramento e com os binóculos acompanham a extensão do fogo. O mais recente, e também o maior, queimou uma área de 800 metros quadrados. O capitão lembra que o maior número de casos está na Região Norte da cidade, a mais afetada pelo clima. “São áreas de vegetação mais rasteira, de arbustos menores”, justifica. Ele afirma que outra preocupação são os lotes vagos. Entre 1° de junho e 13 de agosto deste ano, 916 focos de incêndio foram controlados nesses locais. “Ocorrem em perímetro urbano e oferecem risco maior às casas e pessoas. Prejudica também a qualidade do ar”, afirma o oficial.

 

 

Chuva

 

 


Nessa segunda-feira, algumas gotinhas atingiram o Bairro Belvedere, na Região Centro-Sul da capital, mas sequer houve registro nos pluviômetros, com menos de dois milímetros por causa do tempo seco. Segundo o meteorologista do TempoClima da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Adelmo Correia, a estiagem já soma mais de 120 dias nas cidades de Manga e Espinosa, no Norte de Minas.

 

 

“Houve intensificação das nuvens principalmente no período da manhã na capital, Região Central do estado, no Sul, Leste e Zona da Mata. Mas não há previsão de chuva. Essa situação só ameniza o desconforto causado pelo ar muito seco e beneficia quem sofre com alergias”, explica o meteorologista. “Os ventos moderados no início do dia trazem a sensação de estar mais frio, mas entre quarta e quinta-feira a temperatura máxima chega a 26°C”.

 

 

Hoje, na Região Metropolitana, a temperatura varia entre 14°C e 23°C. Segundo o meteorologista Ruibran dos Reis, há possibilidade de chuva fraca e isolada no vales do Rio Doce, Jequitinhonha e Mucuri. “A tendência durante a semana para essas regiões é de chuva fraca pela manhã, provocada pela nebulosidade, mas será isolada”, diz.

 

 

 

 

 

 

 

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