quinta-feira, 28 de Agosto de 2014 12:52h Atualizado em 28 de Agosto de 2014 às 13:00h.

ALMG lança Frente de Combate à Violência contra a Mulher

Representantes de entidades destacaram que solução para esse problema envolve toda a sociedade.

Representantes de diversas instituições de proteção e combate à violência contra a mulher estiveram presentes ao lançamento, nesta quarta-feira (27/8/14), da Frente Parlamentar de Combate à Violência contra a Mulher. O evento, realizado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi solicitado pela deputada Maria Tereza Lara e pelo deputado André Quintão, ambos do PT, que coordenam a frente parlamentar.

A presidente do Conselho Estadual da Mulher, Neusa Cardoso de Melo, explicou que a iniciativa de criação da frente foi da Rede Feminista de Saúde em Minas Gerais, que buscou o apoio da ALMG, e que a ideia inicial era que fosse composta apenas por homens, para chamar a atenção da sociedade para o fato de que a violência contra a mulher é um problema de todos. “Essa frente parlamentar coloca a ALMG como parceira cotidiana na busca de soluções. E é preciso destacar que o requerimento para a criação da frente teve mais de 50 assinaturas, algo raro e que mobilizou todos os partidos. Queremos trazer para esta Casa uma agenda propositiva e discutir melhorias para o atendimento às mulheres”, defendeu.

A deputada Luzia Ferreira (PPS) relembrou os trabalhos da Comissão Especial da Violência contra a Mulher criada pela ALMG em 2012. A comissão realizou oito audiências públicas e teve, entre seus objetivos, conhecer a realidade da mulher vitimizada, o atendimento e o acesso à justiça voltados a essas mulheres e identificar o que falta para Minas Gerais ampliar e aperfeiçoar a assistência prestada a todas aquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

Como consequência do trabalho da comissão, foi efetivado o programa estadual de monitoramento eletrônico de agressores, iniciado no ano passado. “A frente parlamentar será mais um espaço para buscarmos soluções para este problema, que não é só das mulheres, mas da sociedade como um todo”, afirmou a deputada.

A coordenadora do consórcio Mulheres das Gerais, Ermelinda Ireno, frisou que, a partir da criação da frente parlamentar estadual, serão criadas frentes municipais nas principais cidades do interior. Segundo ela, tal proposta faz parte da campanha nacional Ponto Final na Violência contra as Mulheres. Num primeiro momento, serão instaladas nas câmaras municipais de Itabira, Nova Lima, Ribeirão das Neves e Lagoa Santa. “Será uma articulação interfederativa que envolverá, a curto e médio prazo, os oito municípios do consórcio”, explicou.

A coordenadora municipal dos Direitos da Mulher, Cláudia Rocha, disse que há planos de, num futuro próximo, criar uma frente parlamentar contra a violência contra a mulher também na Câmara Municipal de Belo Horizonte e que o município quer estar entre os primeiros a aderir à proposta nacional.

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